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Contribuintes, a RTP precisa de 200M/ano do nosso dinheiro para viver

 A RTP “precisa, no mínimo, de 200 milhões de euros por ano, para viver”. O apelo desesperado (uma vez que a contribuição audiovisual que pagamos via factura da EDP e a publicidade “só” dão 180M) é do presidente do Conselho de Administração da RTP, Alfredo da Ponte.

Deixo por isso aqui um pedido emocionado para que ajudem esta pobre TV pública a viver com a dignidade…

Proponho que urgentemente se inicie uma campanha solidária para conseguir verbas suficientes para, entre outros bens de primeira necessidade:

– manter os 508 mil euros gastos com e pelos administradores da RTP

– manter os 31 salários acima de 6523 euros, o valor pago ao Presidente da República (oito deles acima do dobro deste valor)

– manter a possibilidade de, pelo exemplo dado em 2012, Alfredo da Ponte poder gastar mais de 8 mil euros em viagens e alojamento

– manter em dia o pagamento de juros sobre 410 milhões, previsto no contrato de Swap feito pela empresa em 2002

Este não é só o meu pedido é feito por mim em nome de todos os que podem sofrer se não dermos mais 20M à RTP.

O José, a Fátima, o João, o Carlos, a Catarina, o Fernando e o Alfredo agradecem a vossa generosa contribuição audiovisual, mas precisam de mais para poderem fugir ao drama de uma vida de merdia.

Manela, ex-contratação milionária da SIC apresenta “Quem quer ser Milionário” na RTP

Em 2011, a SIC do Balsas anunciava a contratação de mais uma estrela para ser o rosto do programa “A Rede Social: Manuela Moura Guedes, mas o programa não foi para o ar e a Manela foi ao ar sem explicações. A única explicação veio da própria: “A SIC teve medo” (o que só estranha quem está desatento).

Mas a RTP não tem medo e vai agora apresentar um concurso para candidatos a milionários à moda da TV portuguesa (uma vez que o prémio nem dá para pagar a festa de aniversário do miúdo quer tramou a Judite).

TVI sai da CAEM, por polémicas merdições de audiências

O que hoje se lia no Correio da Manhã já deixava antever esta decisão. Pais do Amaral bem avisava que a merdição de audiências da Gfk, contratada pela CAEM sob a liderança do director-geral da SIC tinha levado a TVI a perder entre 5 e 10 milhões de euros de publicidade. A gota de água parece ser o facto de o CAEM se recusar a fazer uma auditoria às merdições, que têm sido vantajosas para o canal do Balsas. Claro está que a TVI não diz isto directamente, mas também é clara esta frase “[a CAEM] demonstrou não ter a capacidade para ser representativa de todos os interesses do mercado”…

TVI abandona CAEM

“A CAEM deixou de estar em condições para ser um instrumento de autorregulação deste mercado”, afirma a TVI

A TVI decidiu hoje abandonar a CAEM. “A o ignorar os pedidos da TVI e da RTP de realização de uma auditoria final ao funcionamento do serviço de audimetria prestado pela GfK, (a CAEM) actuou de uma forma contrária à prossecução do seu fim social, conforme delimitado pelos respetivos estatutos e demonstrou não ter a capacidade para ser representativa de todos os interesses do mercado”, justifica a estação da Media Capital.

Esta decisão surge após o órgão que junta as agências, operadores e anunciantes ter decidido, no final de Abril, recusar o recurso os pedidos de auditoria da TVI e da RTP sobre o sistema de medição de audiências que entrou em vigor em Março de 2012.

“A CAEM deixou de estar em condições para ser um instrumento de autorregulação deste mercado”, afirma a TVI. A estação lembra que ao recusar este pedido de auditoria a CAEM recusa atender ao pedido de duas estações que, em conjunto, representam “a maioria das audiências televisivas em Portugal, metade do valor do mercado de publicidade em televisão e suportam 44.5% do custo total do serviço a auditar”.

O custo da auditoria seria suportado apenas pelas duas estações

Esta decisão foi tomada um dia antes de a presidência da Comissão de Análise e Estudos de Meios ser assumida por António Casanova, vice-presidente da APAN, em representação da Unilever-Jerónimo Martins e será certamente um dos temas a discutir na assembleia-geral de amanhã.

Cunha Vaz na RTP gera indignação

A Comissão de Trabalhadores da RTP não entende por que motivo a administração liderada por Alberto da Ponte contratou Cunha Vaz para tratar da comunicação, numa altura de contenção e austeridade. Ou melhor, entende bem porque o fez… Tanto que diz que quer explicações sobre o contrato feito «por ajuste directo» à «agência de um empresário que se diz amigo do presidente do Conselho de Administração»

Os valores envolvidos não se conhecem, mas fica a pertinente pergunta: “Não será esta duplicação de funções não essenciais um despesismo infractor daquela ‘contenção de custos’ que o Conselho de Administração afirma observar?”.

Isto depois de lembrarem que a direcção de marketing da empresa tem sido «consideravelmente reforçada nos últimos tempos com meios humanos e técnicos».

 

Crespo: “Passou mais um dia e a RTP custou mais um milhão de euros”

Mário Crespo (o tal que partilha uma ligação curiosa com o patrão Balsas) anda muito inspirado quando encerra o ‘Jornal de 9’ da SIC Notícias, com a RTP a ser fonte da inspiração. A Comissão de Trabalhadores da estação pública, não gostou de tanta inspiração – e será que Balsemão, defensor-mor do serviço público (que o safa de ter concorrência) terá gostado? – e apresentou uma queixa, quer do jornalista, quer da SIC, ao Sindicato dos Jornalistas, por Crespo estar a promover uma “campanha de difamação”.

“Passou mais um dia e a RTP custou mais um milhão de euros” foi uma das frases lançadas por Crespo, entre várias outras que, para a Comissão de Trabalhadores da RTP, são “um apelo ao linchamento moral que a calúnia mil vezes repetida produz sobre pessoas pouco informadas”. Além disso, sobre o nilhão, a Comissão diz ter “uma interminável bateria de provas, insofismáveis, sobre a falsidade do número infamante”. Pois neste caso que as mostre, caso contrário mantemos todos a ideia de que  “Passou mais um dia e a RTP custou mais um milhão de euros”…

Comissão de trabalhadores dá razão a quem quer privatizar RTP

A comissão de trabalhadores da RTP veio acusar o primeiro-ministro de obrigar a um gasto “injustificável” de milhares de euros para que a entrevista desta noite se realize em São Bento. Concordocom as críticas ao gasto, mas ieste episódio só vem dar razão a quem defende que a RTP seja privatizada por ser hoje um caro canal ao serviço da política e de uns quantos entretainers pagos a peso de ouro.

“Não entendemos que tenha imposto a realização da entrevista em S. Bento, com um custo adicional de milhares de euros para o erário público, injustificável em tempo de cortes na despesa”, referem. Ora, com a RTP privatizada a sério, esse custo já não é suportado pelo erário público.

Ou seja, a indignação quanto ao episódio é justa, mas os argumentos não podiam ser os piores para quem tem o objectivo de manter a RTP pública…

Portugueses pagam 220M para RTP dar lucro de 20M

Anda aí muito boa gente a usar o belo argumento de que a RTP vai dar lucro em 2013 e que por isso não devia ser privatizada. Ontem na SIC ouvia isso mesmo. Um curioso caso de termos um concorrente a elogiar os lucros de outro concorrente e defendê-lo como se a sua vida dependesse disso… Mas, compreende-se, depende mesmo. Porque a RTP não é para a SIC um concorrente é antes, à falta de capacidade para gerir em concorrência, uma garantia de sobrevivência paga pelos contribuintes que pagam também os tais lucros da RTP.

A RTP conta dar “lucro” de 20M de euros, mas para o ter os contribuintes vão lá colocar 80 milhões de euros de indemnização compensatória, a que se somam 140 milhões de euros da taxa do audiovisual que todos os portugueses pagam na factura da electricidade. Ou seja, os portugueses pagam 220 milhões de euros para a RTP dar um lucro de 20 milhões de euros e ainda ter uma dívida de 95 milhões de euros…

E, assim, com 220 milhões pagos por todos nós assegura-se um mercado fechado de televisão, onde falta pluralidade, que só serve os interesses das privadas já instaladas, que não sabem viver em concorrência, a verdadeira democracia dos mercados.

 

RTP privatizada não está em discussão

Ao contrário do que muitos continuam a querer alimentar, a eventual privatização da RTP nada tem de  eventual, vai mesmos avançar, falta só formalizar o modelo (um dos vários cenários que têm sido testados junto da opinião pública). Isto mesmo veio agora dizer o governo à oposição (leia-se Impresa) pela voz de Aguiar Branco, para que não sobrem dúvidas… E bem o faz porque os portugueses fartos de muita coisa também o estão da discussão eterna que se faz neste país sobre matérias importantes,  que assim ficam sempre por decidir…

“Não aceito que se vá agora enviesar uma discussão para saber se se deve ou não privatizar a RTP, que é o que vejo no debate público. Essa linha de orientação estratégica foi apresentada aos portugueses no programa de Governo apresentado nas eleições, os portugueses disseram `sim` e este Governo, têm que se habituar, cumpre as promessas que faz”…

Sai uma fatia da taxa audiovisual para Balsemão…

O MERDiA sabe que o cenário avançado para a RTP por António Borges já está a fazer mexer os bastidores merdiáticos  para conseguir sacar para SIC e TVI muito dinheiro aos contribuintes. Está já em curso uma manobra destinada a pôr uma série de amigos a dizer que o dinheiro da taxa deveria ser repartido pelas três estações…

Seria uma excelente ideia para Balsemão, uma péssima ideia para os contribuintes que assim pagariam a má gestão da Impresa com os seus impostos, por esta ser actualmente  incapaz de viver em real concorrência.

Já é por demais evidente o papel de Balsemão em toda a novela  que se tem instalado à volta da RTP e, por isso mesmo, são já muitos os que insurgem contra o desempenho desta personagem. O Insurgente, até pelo nome, é disto um excelente exemplo, numa prosa bem enquadrada pela foto oficial de Balsas que aqui tantas vezes reproduzo:

Um fellatio a Balsemão

Filed under: Media,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 11:10 

O homem que se vangloriou em tempos de produzir Presidentes da República ganhou outra vez: não só cada família portuguesa continuará a pagar 56 euros por ano para que a RTP não faça concorrência no mercado de publicidade à SIC e à RTP, como o estado abdicará do encaixe financeiro com a venda do segundo canal para não irritar os senhores dos mídia. Muito provavelmente, o novo canal gerido por privados será um misto de RTP1 e RTP2, fazendo ainda menos concorrência à SIC e TVI, permitindo-lhes absover ainda mais receitas de publicidade. Uma grande vitória para donos desses canais com os derrotados do costume: os contribuintes.
A avalanche de notícias sobre o Ministro Relvas (que, ficamos a saber agora, não é só um espertalhão que actua nos limites da legalidade, mas também um covarde incompetente) provavelmente parará agora. Quando os partidos não são capazes de escolher pessoas acima de qualquer suspeita para gerir dossiers importantes, colocando-os à mercê dos interesses dos tubarões da imprensa, sabemos que a democracia tem um grande problema. Quando nos apercebemos que é Balsemão, que ninguém elegeu, quem tem a última palavra sobre políticas governamentais, sabemos que já não vivemos em democracia.

Newshold ataca RTP

Os angolanos da Newshold querem a RTP… Uma novidade que nunca o foi, mas é agora confirmada pelo Público e tem por base a criação da empresa “Novo Conteúdo”.

A Cofina de Paulo Fernandes parece ser o parceiro desta tomada pelos angolanos da frequência da RTP, que andam, pelo visto, tão seguros do sucesso que  fontes do mercado contactadas pelo Público confirmam que José Marquitos, ex-vice-presidente da RTP, agora na Newshold, “está mesmo já a contratar colaboradores”.