Tag Archives: Joaquim Oliveira

Mudanças de Direcção nos Media

Mas, por “razões económicas e organizacionais”…

Fim de ano agitado nos merdia para directores e correlativos…

Muitas mudanças em curso e algumas já bem à vista.

Os accionistas separam-se de direcções falhadas e outras “incompatibilidades”. Em Lisboa e Porto, há vários processos em curso… seguindo modas que vêem de fora. Sigam-se, pois, também os ensinamentos que essas modas importadas nos dão.

Em Paris, onde  as merdias vão já mais avançadas (as modas e os bebés continuam a vir de Paris, com ou sem cegonha…), o director do ‘La Tribune’, Eric Walther, acaba de ser ‘desembarcado’, segundo o presidente do conselho de administração, “por razões económicas e organizacionais”. Esta “explicação” parece-me ser como um bem cortado (e bem cosido) vestidinho preto de boa seda numa mulher elegante: “cai” muito bem…

Portanto, meus senhores, aqui deixo a sugestão (e sem cobrar nada) para algumas administrações de merdia portugueses na hora da verdade para certos directores… Por exemplo, para a nova administração do grupo ex-Lusomundo, ex-Oliveira e etc., como dizer a João Marcelino que está ‘desembarcado’? Pois, por “razões económicas e organizacionais”…

Lusa espanhola… Está tudo doido?

A ideia peregrina de entregar parte da Lusa à EFE tem, de facto, muito de preocupante, como nota Nobre-Correia, neste artigo de opinião que a seguir reproduzo.

É espantoso que passe pela cabeça de alguém autorizar que a única  agência de notícias portuguesa seja colocada ao serviço do interesse espanhol. E, a acrescentar a isto, fazê-lo para dar dinheiro a ganhar a Oliveira e Balsemão, dispostos as vender 45% da agência e que assim mostram o quanto os preocupa o interesse nacional.

PLANETA MEDIA

A hipótese mais preocupante

por J.-M. NOBRE-CORREIA10 novembro 2012

A passagem da agência de informação portuguesa para controlo espanhol constituiria o pior cenário de saída da crise e a mais séria ameaça para a soberania nacional…

Ao que parece, a espanhola Efe estaria interessada em comprar 45,71% da Lusa: seria o pior que poderia acontecer à agência portuguesa! Historicamente, com efeito, as agências de informação nasceram no quadro das fronteiras do Estado nacional. Criadas por privados (Havas-AFP, Reuter), meios de negócios (Belga), media (AP, ANSA, DPA) ou administrações públicas (Efe). Mas, de qualquer modo, as agências foram sempre percebidas como pilares essenciais da soberania nacional em matéria de informação.

Quer isto dizer que as administrações públicas como os media foram sempre extremamente sensíveis ao facto de disporem de uma agência de origem nacional. De uma agência que lhes propusesse uma abordagem da atualidade no mundo segundo uma perspetiva nacional, conforme à sensibilidade nacional, aos interesses nacionais (diplomáticos, económicos, culturais, históricos…). Pelo que os meios governamentais, económicos e mediáticos sempre estiveram atentos aos destinos das agências de informação nacionais.

O caso da Lusa apresenta particularidades. A de ter o Estado como acionista maioritário (mas não é a única agência nesta situação). De ter apenas dois acionistas privados importantes (Controlinveste e Impresa). De estes quererem estranhamente vender as suas participações. De não haver de facto mais nenhuma agência de informação nacional (ao contrário do que acontece em Espanha, em França, na Itália, na Grã-Bretanha ou na Alemanha, por exemplo).

Ver a Efe adquirir 45,71% da Lusa é ver o Estado espanhol entrar na agência portuguesa. Porque a Efe é controlada a 99,60% pela Sociedade Estatal de Participaciones Industriales. Teoricamente, a Lusa passaria pois a ser detida por dois Estados (e neste caso por dois governos), o que não é particularmente favorável a uma informação independente. Mas isso constituiria de facto uma tomada de controlo da Efe, quarta agência de informação no mundo. E todas as outras hipóteses de abertura a agências estrangeiras seriam em princípio menos preocupantes…

Pearson quererá ceder o ‘FT’?

Segundo a agência Bloomberg, o britânico Pearson, depois de ceder a maioria do editor Penguin ao alemão Ber-telsmann, quer vender o diário eco-nómico londrino Financial Times. Candidatos à aquisição: os estado-unidenses NewsCorporation e Bloomberg, e o canadiano Thomson Reuters. Custo: 1,3 a dois mil milhões de libras.

RCS encara ceder os magazines

O grupo italiano quer reposicionar-se na edição de diários (Corriere della Sera e Gazzetta dello Sport) e de livros (Rizzoli), e passar o sector dos magazines, fechando os que não encontrarem comprador. Com uma dívida de 800 milhões de euros e perdas de 427 milhões, o RCS pensa despedir cerca de 500 dos seus 5200 empregados.

Subidas e baixas na TV espanhola

O consumo de televisão em Espanha não para de crescer: 251 minutos diários em 2012 contra 223 em 2007 (o ano antes do início da crise publicitária). Enquanto o número de sequências publicitárias, o tempo de ocupação publicitária e os preços de publicidade não deixaram de baixar, provocando uma queda das receitas.

Expresso de Balsemão perde 15,5% dos leitores

O Expresso de Balsemão descarrilou de vez… com uma quebra de 15,5% nas vendas em banca. Os leitores do semanário da Impresa são cada vez mais uma espécie em vias de extinção.

Na liderança continua o Correio da Manhã, com uma quota de mercado de 52,2% entre os diários generalistas, mas também a perder leitores… Enquanto o ‘Jornal de Notícias’ do Oliveira caiu 21%  (todos os outros diários da Controlinveste também tombaram). Já o Sol do Saraiva (digo do Saraiva há falta dos rostos proprietários) perdeu 27,8%.

RTP para salvar Oliveira?

A SIC não tem dinheiro para mais que a Liga Europa, a TVI já comprou a Liga dos Campeões e pode ficar com a Liga Espanhola. Assim, parece já só restar à Sport TV a hipótese de a RTP comprar os jogos do Campeonato Nacional de Futebol, num momento em que Joaquim Oliveira se prepara para ver o contrato com as águias voar.

A SportTV convidou os três canais generalistas a apresentar uma proposta para a transmissão de um jogo por fim de semana, mas ficou sem respostas. Agora “deu” (como se tivesse outra hipótese…) mais tempo para considerarem a questão….

Oliveira corta no DN Madeira

O DN da Madeira quer reduzir 10% do tempo de trabalho e de salários a todos os trabalhadores. A empresa do grupo de Joaquim Oliveira culpa a crise e a “concorrência desleal que lhe continua a ser movida pela Empresa Jornal da Madeira, Lda”, paga pelo Governo Regional.

Oliveira que se deixe de desculpas ao aplicar estas medidas que prejudicam directamente os 83 trabalhadores da empresa. Até porque  já devia estar avisado para as dificuldades. Toda a gente sabe que a Madeira é conhecida por ser “o jardim flutuante do Atlântico”.

Reis do despedimento de jornalistas são aposta da Newshold

Os grupos dos media que mais despedem são os que mais interesse geram junto dos investidores angolanos da Newshold

Só nos primeiros três meses deste ano, já perderam o emprego quase 40 jornalistas, um valor preocupante que se soma aos 694 jornalistas despedidos entre 2007 e 2011. Destes, 566 viram-se mesmo obrigados a pedir subsídios de desemprego, por terem sido deixados na merdia, por má gestão dos nossos media.

A Cofina de Paulo Fernandes, a Controlinveste de Joaquim Oliveira e a Impresa de Balsemão são os principais responsáveis por este triste cenário. E, curioso facto, estes três grupos partilham actualmente o facto de serem o principal alvo do investimento da Newshold.  

Só a Cofina é responsável por mais de um quarto dos 118 despedimentos levados a cabo pelas dez empresas ou grupos que mais jornalistas dispensaram no ano passado, revela o Sindicato dos Jornalistas. A Controlinveste, com 18,6 por cento, e a Impresa (17 por cento), completam o vergonhoso pódio.

No total, em 2o11 entraram na Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas 168 novos processos, 134 relativos ao subsídio de desemprego (um aumento de 16,5 por cento!!! em relação a 2010) e 25 pedidos de subsídio social de desemprego.

Joaquim Oliveira pode, no entanto, orgulhar-se de, no triénio 2009-2011, bater a concorrência por larga vantagem, com 29,5 por cento (101 processos) de um total de 342 pedidos de subsídio nesse período.

Os perigos dos concentrados de merdia

Desde o início que vejo aqui a alertar para os perigos da concentração dos media existente em Portugal. E os dados agora apresentados opelo Sindicato dos Jornalistas tornam isto evidente:

“A análise dos dados disponíveis evidencia uma importante relação entre o volume de pedidos de subsídios e os níveis de concentração da propriedade de meios de informação”, conclui ainda o estudo, assinalando que o referido universo de dez empresas e/ou grupos de comunicação social responde por mais de 88 por cento dos 342 novos pedidos de subsídio de desemprego entrados na CPAFJ no triénio 2009-2011.

 

 

500 despedidos nos merdia em quatro anos

500… O número símbolo do estado de merdia a que chegou o sector dos media em Portugal.  Entre 2006 e 2010, foram 500 os trabalhadores despedidos, a larga maioria na imprensa (452). Isto num quadro em que  houve uma subida de 5,5% da receita por trabalhador nas empresas de imprensa, e as remunerações dos conselhos de administração ou órgãos sociais cresceram uns obscenos 13%.

As conclusões são do Fórum de Jornalistas que revela ainda que “em 2010, metade das 12 empresas analisadas apresentava prejuízo”….
E isto só até 2010… Pois nos últimos dois anos foram vários os cortes de postos de trabalho nos merdia que aqui registei: só na Impala 70 trabalhadores foram alvo de um processo de despedimento colectivo, a que se somam, nos principais concentrados de media, os despedidos da Impresa do Balsemão, da Controlinvest do Oliveira, do Público do Azevedo, do Económico do Vasconcellos, da Cofina do Fernandes, , da TVI do Cébrian e da RTP do Estado.

Trabalhadores da Lusa dizem: Distribuição de dividendos a Balsemão e Oliveira “é imoral”

No plenário realizado ontem pelos funcionários da Lusa saiu a decisão de “por unanimidade enviar um texto a todos os acionistas (já enviado por e-mail e seguirá também por carta)”, onde consideram imoral a distribuição de dividendos, lembram que os mesmos só existem à custa dos sacrifícios impostos aos trabalhadores, e reclamam que, entre outros, Balsemão e Oliveira prescindam dos mesmos:

“Lisboa, 1 de fevereiro de 2012

RESULTADO DO PLENÁRIO

Os trabalhadores da LUSA reclamam junto dos acionistas que prescindam do direito  de receberem os dividendos da LUSA relativos ao ano de 2011.

A distribuição de dividendos é imoral, dadas as circunstâncias atuais.

Os trabalhadores da LUSA, reunidos em plenário, relembram os acionistas (Estado, Controlinveste, Impresa, NP, Publico, RTP, Primeiro de Janeiro e Empresa do Diário do Minho) que o Governo, devido à crise, determinou cortes salariais, no trabalho suplementar, congelamento de carreiras e suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal de 2012 e 2013 dos trabalhadores de empresas do sector público ou com participações de capitais públicos, que é o caso da Lusa.

A distribuição de dividendos é completamente inaceitável na medida em que o Governo vai reduzir em 15% o valor do contrato programa da LUSA, a partir de 2013, montante este equivalente ao valor dos dividendos a distribuir pelos acionistas.

Dado o panorama financeiro acima exposto, a administração prevê a redução de efetivos. Assim, os trabalhadores da LUSA estão contra a distribuição de dividendos e apelam ao bom senso e ao dever de cuidar, função de todos os acionistas, para que a empresa se torne mais sólida financeiramente para enfrentar futuros desafios”.

À parte deste assunto que motivou a convocatória de plenário, ficou ainda decidido que os trabalhadores fariam chegar, por e-mail, à CT todas as dúvidas, questões e sugestões que gostariam de ver respondidas/acolhidas pela Administração. A CT comprometeu-se a compilar toda a informação e enviar um documento à Administração”.

Governo e Conselho de Administração também totalmente contra pagamento de dividendos

Este plenário surgiu depois de, na semana passada, a reunião da Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa com o Presidente do Conselho de Administração (PCA) para ter acesso ao “plano de avaliação e sustentabilidade da Agência” entregue ao ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, embora ter-se revelado ineficaz quanto ao acesso ao documento, ter tornado muito claro o facto de todos (excepto os privados) estarem completamente contra o pagamento de dividendos aos grupos de merdia de Balsemão e Oliveira, os maiores accionistas privados da agência de notícias, e restantes beneficiários dos mesmos dividendos.

No encontro, revela um comunicado da CT,  “o presidente do CA reiterou estar contra a distribuição de dividendos, posição aprovada em sede de orçamento pela maioria, tendo tido os votos contra dos representantes da Impresa, Controlinveste e NP” – apenas interessados em ter mais dinheiro para alimentar os seus concentrados de media.

“Numa altura em que o Governo pede à Lusa para reduzir o valor do contrato programa em 15%, o futuro da empresa depende em muito da decisão sobre a distribuição de dividendos, uma vez que a concretizar-se vai condicionar o reajustamento das despesas da empresa. 

Apesar de se ter recusado a entregar o documento, o PCA comprometeu-se a reunir com CT depois da assembleia geral, prevista para março, em que ficará decidida a questão dos dividendos. Só nessa altura o PCA poderá esclarecer os trabalhadores como e onde pretende reduzir as despesas em 15%.

O PCA confirmou que o seu plano prevê uma redução de efetivos, ressalvando que esta obedecerá “sempre a um programa de rescisões por mútuo acordo”. Quanto ao número “ideal” de efetivos a reduzir, o PCA diz que esta depende da questão dos dividendos.

A CT alerta que os resultados operacionais positivos contêm montantes de valor significativo que a empresa poderá vir a não arrecadar ou ter de devolver, pelo que uma distribuição de dividendos pelos acionistas seria ainda mais criticável“.

Um alerta consciente, mas que, ou nada me engano, não servirá para acalmar a voracidade de Balsemão e Oliveira. A ambos já não basta andarem a cortar nos seus grupos para manter o status, precisam também de mais uns cobres vindos directamente do erário público para alimentar a Lusa e os seus resultados (que para os contribuintes nada têm de positivos, como aqui já se explicou).

Atracção fatal entre o Sr. Diário Económico e a Sra. Crise Económica dá… despedimentos

A diária Crise Económica já namora o Diário Económico… e a atracção deste casal é fatal para os trabalhadores do jornal da Ongoing que vão ficar na merdia.

As rescisões por mútuo no DE vêm engrossar as listas de despedimentos nos merdia à portuguesa, depois de ontem ter sido anunciado que a Impala vai pôr no olho da rua 70 trabalhadores, num processo de despedimento colectivo, e de antes termos registado uma tendência igual e preocupante noutros grupos, como o Público do Belmiro, a Cofina do Paulo Fernandes, a Controlinvest do Oliveira, a RTP do Estado, e a Impresa do Balsemão. E agora à lista junta-se a Ongoing do Vasconcellos.

Diz a empresa que os trabalhadores vão sair por mútuo acordo, mas um despedimento é um despedimento e há sempre a hipótese de terem de despedir sem acordo- por isso deixem-se de tretas!.  A merdia de vida será a mesma para quem sai e deixa de trabalhar. E já começam a ser demasiados os jornalistas na merdia…

“O conselho de administração da Económica SGPS decidiu iniciar um processo de redução de custos, com o objetivo de conseguir poupanças anuais de 2,1 milhões de euros, e um milhão e pouco tem a ver com recursos humanos, um pouco mais de metade”, revela à Lusa fonte oficial da empresa.

“Apesar de se tratar de um programa de rescisões voluntárias, as várias direções, incluindo a editorial, estão a convidar pessoas a rescindir, com o objetivo de preservar o “core” do Diário Económico, que são as seções de economia, finanças e empresas”, acrescenta a mesma fonte oficial. Ou seja, voluntárias, mas por convite…

A empresa explica que a culpa é da crise. E por não resistir à atracção vai de fazer poupança à custa de cortes em “colaborações, colunistas e rescisões”, vitímas do amor fatal entre os Sr. Económico e a Sra. Económica

Que vida de merdia esta, que merda de vida!!!

Ler aqui

Lusa não distribui dividendos a Balsemão e Oliveira

Os lucros recorde da Lusa em 2011 (2,8 M líquidos), obtidos em parte à conta do corte dos ordenados dos jornalistas da casa (num total de 370 mil euros), não vão dar lugar à distribuição de dividendos, nem para o Estado, principal accionista, nem para os privados, com Impresa e Controlinvest à cabeça.

A decisão tomada por Miguel Relvas é justificada por razões de cariz moral, mas Balsemão e Oliveira devem estar pelos cabelos. Que lhes sirva de lição, já que dividendos não é coisa que ambos tenham por hábito distribuir nos seus concentrados de media, onde se cortam também ordenados e se despedem trabalhadores, mas com um resultado bem diferente: dão prejuízo…

Há um outro argumento que Relvas não usou, mas devia ter usado, para explicar o assunto de um modo sério… A Lusa recebeu do Estado, em 2011, 18.640.000 de euros, pelo contrato de serviço público. Ou seja, apesar do lucro, perderam-se lá quase 16M pagos pelos contribuintes, que também viram o governo cortar metade dos subsidios de Natal de 2011. Isto de uma empresa ter um lucro record à conta do dinheiro que todos nós lá pomos não é um feito histórico, é um feito de merdia… e este ano lá vão mais 19.147.000 de euros…

Ler aqui