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Balsemão, dos trambolhões do Expresso às condecorações expresso

Semana certamente agitada para o Balsas. Nos primeiros oito meses do ano, o Expresso’, que já só vende 71 595 exemplares por edição entre janeiro e agosto de 2014, caiu  10,1%!!, face ao período homólogo do ano anterior… Quando chegar aos 69 mil temos de fazer uma celebração à altura de tão curioso número.

Já a ‘Visão’, solidária, esteve à altura do acontecimento e caiu 22,1%, para que o Expresso não ficasse tão mal na foto dentro do grupo Impresa, a estrela da companhia no que toca a descidas nos concentrados de merdia e que, antes que se fine, já merece ser condecorado, à semelhança do Balsas!

A propósito, republico, sem longos comentários, por desnecessários, esta bela história  do Público sobre a condecoração expresso de Balsemão um dia antes de abandonar o Governo para deixar o país nas garras FMI… Um caso notável que faz de Balsemão um personagem, a todos os títulos e em todos os títulos, notável!

Balsemão foi condecorado um dia antes de cessar mandato como primeiro-ministro

Antigos primeiros-ministros com responsabilidades nos pedidos de assistência financeira internacional foram condecorados. Sócrates ainda não.

Pinto Balsemão recebeu a condecoração um dia antes de abandonar a chefia do Governo. Mário Soares foi condecorado dois anos e sete meses depois de ter cessado funções como primeiro-ministro.

Além da Grã-Cruz da Ordem de Cristo, estes dois ex-governantes partilham a fatalidade da entrada do FMI em Portugal. Tal como no caso de José Sócrates, a assistência financeira internacional chegou depois de anos de responsabilidades governativas em São Bento dos antigos líderes do PS e PSD.

A diferença para o último socialista a liderar um governo português está na condecoração. José Sócrates ainda não foi agraciado com a habitual grã-cruz que os governantes recebem pelo seu “exercício das funções de soberania”.

Foi Ramalho Eanes quem condecorou Mário Soares em Abril de 1981. Quase três anos depois de ter abandonado a chefia do II Governo Constitucional, durante o qual – em Maio de 1978 –Portugal solicitou apoio do FMI.

O então Presidente da República, Ramalho Eanes, foi mais rápido a homenagear Balsemão. O líder do VIII Governo recebeu a condecoração a 8 de Junho de 1983, um dia antes de o seu Governo cessar funções para ser substituído por um executivo liderado por Mário Soares.

Três meses depois, em Setembro de 1983, esse Governo enviava uma carta de intenções ao FMI que assinalaria o segundo resgate internacional a Portugal pelo FMI. Em nenhum destes casos, as responsabilidades políticas pelo colapso financeiro do Estado português foram tidas em conta para a concessão da condecoração.

E, no entanto, três anos e quatro meses depois de cessar funções, Sócrates não recebeu ainda de Cavaco Silva a condecoração que o actual Presidente da República concedeu já a 32 personalidades portuguesas.

Ao longo dos seus dois mandatos, Cavaco Silva condecorou com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo um antigo primeiro-ministro, sete ex-ministros, um ex-presidente da Assembleia da República e um presidente de um governo regional.

Dois meses antes de se completarem cinco anos do fim do mandato de Santana Lopes como primeiro-ministro, o social-democrata seria condecorado por Cavaco Silva.

Santana Lopes faz parte de um lote de cinco personalidades ligadas ao PSD agraciadas com o mais alto grau da Ordem em questão. Além do ex-chefe de executivo, foram condecorados por Cavaco Manuela Ferreira Leite (sua ministra da Educação que depois chegou a presidente do PSD), Eduardo Catroga (seu ministro das Finanças), Pires de Miranda (seu ministro dos Negócios Estrangeiros) e João Salgueiro (ministro das Finanças de Balsemão).

O actual Presidente concedeu a mesma honra a quatro políticos ligados ao PS. O primeiro foi Almeida Santos, que cessara funções como presidente do Parlamento, em 2008. Um ano depois, quando exercia as funções de ministro dos Negócios Estrangeiros, foi a vez de Luís Amado. Menos de um ano após ter cessado as suas funções como presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César recebeu a grã-cruz. E António Vitorino foi homenageado dez anos depois de ter abandonado as funções de comissário europeu para a Justiça e Assuntos Internos.

Como o Expresso consegue “descobrir” o que toda a gente já sabia…

O “Expresso” é uma coisa fantástica, única, mesmo neste país dos merdia! Esta semana, quando toda a gente está farta de saber há anos que quem geriu o dossier dos submarinos foi a ESCOM, do grupo BES, o Expresso “inesperadamente” descobriu um “passageiro inesperado” nos submarinos: o GES! Isto é mesmo uma coisa… “inesperada”, para quem viva em Marte e não tenha comunicações!

Caso dos submarinos tem um ‘passageiro inesperado’: o GES

Joaquim Goes Favorito do Expresso para o BES

O semanário do Balsas tem um favorito à liderança do BES e dá todos os argumentos para que seja o eleito. Com a família perdida em guerras e as acções a perder-se em quedas, o BES é um navio errático à espera de um comandante, para substituir o destronado Ricardo Salgado. Quem conseguir nomear esse “comandante” ganha o controlo do navio e da sua rota…

Reviravolta no BES: acionistas negoceiam alternativa para suceder a Salgado

“Nova reviravolta no BES, apurou o Expresso: a família Espírito Santo está a negociar com outros acionistas uma alternativa para substituir Ricardo Salgado como presidente executivo. Não é uma nova lista, é a mesma – e Morais Pires já não a lidera. Salgado deixa-o cair. A sucessão pode ser apressada para antes de 31 de julho. Com acordo alargado, o Banco de Portugal levantará menos reservas. Joaquim Goes volta a estar em cima da mesa”.

“A indefinição pode agora ser ultrapassada se ficar claro que há uma nova lista, que ela é aprovada pela maioria dos acionistas e aceite pelo supervisor. E tudo isso pode acontecer mais depressa do que era suposto”.

“Em perspetiva está a apresentação de uma lista que dispense a espera de um mês durante o qual o banco fique em suspenso. O Código das Sociedades Comerciais prevê que, no caso de um presidente executivo anunciar a sua saída e houver um consenso alargado e representativo dos acionistas em relação ao seu substituto, uma substituição temporária pode ser acelerada, mesmo antes de uma assembleia geral definitiva. Isso retiraria a pressão do mercado sobre as ações e acalmaria os próprios clientes”.

“Mas quem? O nome não está ainda fechado mas Joaquim Goes volta a aparecer como candidato”.

 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/reviravolta-no-bes-acionistas-negoceiam-alternativa-para-suceder-a-salgado=f878794#ixzz36QHUspCR

 

Electricidade sobe e Expresso anuncia que desce

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Electricidade sobe e Expresso anuncia que desce… Enfim, opções editoriais!

Como diz a ex-estrela do Expresso Joaquim Vieira:

“A eletricidade vai aumentar para mais de três milhões de famílias, mas a notícia para o Expresso é que o governo baixa o preço para meio milhão. São opções”

Expresso: Prendas para Belém em papel de parvo

No Expresso, generosidade de Natal do Balsas?, dão-se prendas a Belém e a São Bento. Nem que seja preciso inventá-las, bem inventadas, e embrulhá-las em papel de parvo jornalismo. Ora veja-se o exercício vergonhoso deste merdia, revelado no Câmara Corporativa.

 

No “top 11” do frete político

Escrever por encomenda costuma dar mau resultado. No seu vasto caderno de encargos, o Expresso tinha esta semana uma tarefa difícil: colocar o Presidente da República no top das pesquisas do Google em 2013, nem que para isso fosse necessário destronar… uma actriz porno.
O escriba até começou bem, no título, tal e qual lhe venderam.
Mas depois, no texto, descai-se e, afinal, Cavaco Silva cede o pódio de “o mais procurado” a Érica Fontes (!), sendo remetido para um modesto “sexto lugar”, atrás, por exemplo, de Cristiano Ronaldo. Que a bota (o texto) não bata com a perdigota (título) é coisa que, como sabemos, nunca incomodaria os intrépidos jornalistas do Expresso.
A encomenda tinha, porém, ainda um picante (ui, que excitação!) – demonstrar que Cavaco Silva é mais popular no Google que o alegado primeiro-ministro (deve ter havido festa de arromba na Casa Civil…). Só que, aqui, o coração do escriba falou mais alto: apesar de ficar atrás de Cavaco, Passos teria que permanecer no pódio. Vai daí, inventa-se um “top 11”, feito à medida de tão distinta figura.
Tanto pontapé na lógica em tão curto texto é obra!

Balsemão compensa saudades do Apartheid

O sempre mordaz Jornal de Angola dedicou um dos seus cartoon diários ao jornalista da SIC Mário Crespo, vestindo-o com uma gravata com o símbolo nazi e fazendo uma alusão ao boss, a Balsemão.

Este último não comenta… Porque para comentar tem o Expresso, o maior irresponsável por toda esta bronca com Angola, e que tem ultrapassado em muito aquilo que um mérdia minimamente sério pode e deve fazer: servir o jornalismo, ao invés de se servir dele para lançar ataques dirigidos, com informações seleccionadas, como no caso dos das 26 altas figuras portuguesas que não referiu quando lançou na praça pública, com violação do segredo de justiça, o nome das figuras angolanas investigadas.  Um facto que está no centro da irritação do presidente de Angola, como há dias revelava o DN em manchete.

Na imagem um jornalista questiona Crespo, com gravata vermelha e símbolo nazi lá colocado, sobre se tem saudades do Apartheid, e este responde: “não, amigo, agora sou pago por Balsemão”… Ou seja, parece que Balsemão conpensa as saudades do Apartheid.

Talvez a ligação de Crespo e Balsemão que aqui revelei em tempos ajude um pouco a contextualizar esta ideia que o Jornal de Angola faz de ambos:

Balsemão e Crespo: Muito mais forte é o que os une… a Kaúlza de Arriaga

 

 

Dinheiro a quanto obrigas…

Retomo aqui um post publicado no seu Facebook por Eduardo Cintra Torres e que subscrevo destacando a enorme gravidade desta história. Não acho é que da Impresa possam vir quaisquer explicações sem que elas antes não passem por um qualquer lápis azul.

Eduardo Cintra Torres

O grupo Impresa (Expresso, Exame) tem a obrigação estrita de dar a sua versão dos factos narrados por esta ex-jornalista do grupo. Se não o fizer, ficará o relato da jornalista de como se faz censura hoje, neste caso por causa de interesses económicos. É patético que isto aconteça quando a SIC, da Impresa, apresentou esta madrugada de 25 de Abril um excelente telefilme sobre o Lápis Azul em 1973-4, passado nos Serviços de Censura. É também interessante a intervenção do chamado Conselho “Deontológico” do Sindicato dos Jornalistas: avaliando pelo relato, uma vergonha (caso frequente no que aos “deontólogos” sindicais diz respeito).
O relato de Marisa Moura está no seu blogue, aqui:
http://perguntasinofensivas.blogspot.fr/2013/04/testemunho-de-uma-jornalista-que-teve.html

Perguntas inOfensivas

Perguntar ofende? O ditado diz que não, mas a experiência confirma que sim. Seja como for, eu cá pergunto. Continuo na chamada Idade dos Porquês, típica dos 4-7 anos de idade. Freud,saberias explicar isto?

Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

Testemunho de uma jornalista que teve de despedir-se por causa do Barclays, e não só.

Até que ponto os banqueiros teriam sido tão desonestos se os jornalistas não colaborassem conscientemente com essa desonestidade? Sublinho: conscientemente.
A resposta à pergunta pode passar por esta outra questão: Qual a relação entre os actuais escândalos Barclays, as listas das Melhores Empresas para Trabalhar da Exame, uma certa entrevista no Expresso e a “resignação” de uma jornalista agora precária?
Sou a pessoa indicada para responder. Sou a tal jornalista que se viu obrigada a “resignar”, para não alimentar desonestidades que, pelo contrário, combate, desde criança.
A história deu-se em 2010 e ilustra bem a hipocrisia dos directores dos jornais que hoje noticiam alguns escândalos do Barclays, seja a manipulação das taxas em Inglaterra, seja a concertação aqui em Portugal, que acaba de levar à suspensão do presidente do banco Peter Mottek e três administradores, por denúncia da própria sede inglesa. E refiro-me, em concreto, ao Expresso.
Síntese: Em fevereiro de 2010 é publicada na revista Exame mais uma lista anual das Melhores Empresas para Trabalhar, a edição mais vendida do ano. Eu trabalho nessa revista e no Expresso em simultâneo, ambos do grupo Impresa de Francisco Pinto Balsemão. O Barclays surge na lista preliminar das empresas a listar, passível de chumbo após a visita do jornalista, segundo as regras do jogo. Sou eu a jornalista encarregue de fazer a triagem no Barclays. O meu relatório chumba a sua entrada na lista. A direcção da revista insiste em inclui-lo, sendo por isso suposto figurar na tal edição anual um artigo sobre as “maravilhas” de se trabalhar no Barclays.
Ok, escrevi. O texto foi este, neste link. «Reina o que os americanos resumem como ‘be the best, fuck the rest’» foi uma citação polémica num artigo que, todo ele, destoava da cor-de-rosa dominante da edição (curiosamente, anos depois, essa “cultura” interna do Barclays, haveria de ser notícia internacional).
Não sei se algum director da Exame terá lido o meu artigo antes de ele ser publicado. Só sei que saiu como o escrevi e que assim que saiu fui logo informada que havia conversas entre o Barclays e a administração do grupo Impresa. Foram também chamados “à recepção” a então directora da Exame, Isabel Canha, e o então director do Expresso, Henrique Monteiro, que era também o publisher responsável pela área editorial do grupo que incluía ambas as publicações.
Recebi chamadas de pessoas que me contaram casos graves sobre o Barclays. Muito graves, tão graves que ninguém quis arriscar a sua pele(incluindo vítimas directas) e eu sozinha não faço milagres tais como fazer aparecer documentos de prova nas minhas mãos. Entretanto a coisa parecia ter acalmado quando eis que…
Factos seguintes: Uma entrevista ao presidente do Barclays é publicada no Expresso quatro meses depois, em Junho de 2010. A tarefa de realizar essa entrevista é atribuída a um jornalista por um membro da direcção, durante a ausência para férias do honestíssimo editor de economia daquele jornal. Título: «A ambição de estar entre os primeiros» Conteúdo: é ver aqui, e tirar as conclusões.
Qualquer nodoazita negra que uma publicação provoque num anunciante ou credor, logo se promete um hirudoidezinho noutra do mesmo grupo. Assim se protegem bandidos e pior, se os eleva ao pedestal de bem-feitores. Assim se minam as democracias, e a humanidade. Simpatia a simpatia.Isto é só um pequeno episódio entre os muitos diários que toda a gente acha normal, incluindo o próprio sindicato de jornalistas.

E foi “só” por isso que me despedi? Não. Fui por muito, mas muito mais. E a gota de água, em Dezembro desse mesmo ano de 2010, foi esta, com um outro banco: o BCP.

Aí a direcção da Exame ultrapassou todos os limites éticos e legais e, qual lápis azul salazarista, pura e simplesmente retirou-me de um artigo, sem qualquer consulta ou “razão atendível”, uma frase até meio inócua que dizia, a propósito de uma nova directiva europeia: «Todos terão de prestar mais contas, inclusive fundos de pensões como o do Millennium BCP, onde a antiga administração liderada por Jorge Jardim Gonçalves (já condenada) tentou esconder 593 milhões de euros de prejuízos do banco». E uma outra parte sobre o stress, ainda mais inócua [sublinhado a amarelo no pdf do artigo, os sítios donde foi sacado texto]. Alega que não pôde consultar-me porque eu estava de férias (as férias, outra vez…). Sendo que as minhas férias eram de um ou dois dias, super-contactável, para afazeres académicos.
Tudo isto após eu ter tido problemas com o BCP em 2005 e o grupo Impresa já ter visto, em 2004, o BES cortar-lhe a publicidade, bem como anteriormente o próprio BCP tinha feito em 2000/01.

Pérola final: apresentei queixa ao sindicato dos jornalistas sobre a tal censura salazarista. Sabem qual foi o peregrino parecer deontológico? Este aqui.Destaco a conclusão final:

«(…)também porque os dois parágrafos retirados foram substituídos por outros que constavam do texto original da autora, não é possível ao CD concluir de forma inequívoca ter-se tratado de um acto de censura.» Ou seja: se escrever meio texto mais positivo, e a última metade mais negativa, e me cortarem a última metade toda, repaginando o texto, já não é censura porque não ficou nenhum buraco em branco e todo o texto publicado é de autoria da mesma pessoa.

Despedi-me, por impulso, sem sequer ter tido o discernimento de me despedir por justa-causa. Despedi-me com um saláriozeco no bolso e sem direito a qualquer subsídio. Hoje sou precária, mas honrada e melhor ainda: mais feliz e saudável. Mas, se preferia à partida ser precária? Não, não preferia. Preferia poder exercer livremente o meu trabalho sem pressões dos meus próprios directores, como seria suposto acontecer numa democracia.

Banqueiros, políticos, jornalistas… Qual deles a pior escumalha?

Publicada por à(s) 17:24

Escreve um comentário…

O grupo Impresa (Expresso, Exame) tem a obrigação estrita de dar a sua versão dos factos narrados por esta ex-jornalista do grupo. Se não o fizer, ficará o relato da jornalista de como se faz censura hoje, neste caso por causa de interesses económicos. É patético que isto aconteça quando a SIC, da Impresa, apresentou esta madrugada de 25 de Abril um excelente telefilme sobre o Lápis Azul em 1973-4, passado nos Serviços de Censura. É também interessante a intervenção do chamado Conselho “Deontológico” do Sindicato dos Jornalistas: avaliando pelo relato, uma vergonha (caso frequente no que aos “deontólogos” sindicais diz respeito).
O relato de Marisa Moura está no seu blogue, aqui:
http://perguntasinofensivas.blogspot.fr/2013/04/testemunho-de-uma-jornalista-que-teve.html

Perguntas inOfensivas: Testemunho de uma jornalista que teve de despedir-se por causa do Barclays, e

perguntasinofensivas.blogspot.com

Perguntar ofende? O ditado diz que não, mas a experiência confirma que sim. Seja como for, eu cá pergunto. Continuo na chamada Idade dos Porquês, típica dos 4-7 anos de idade. Freud,saberias explicar isto?

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Balsemão só ao microfone consegue ficar mais perto da liderança…

Balsemão até usa uma gravata da cor do CM… Mas, só ao microfone consegue ficar mais perto da liderança…

O Correio da Manhã tem vindo a reforçar a liderança, e tem já  uma quota de mercado recordista entre os diários generalistas de 5 3%, o que prova que o mercado dos media é possível fazer mais e melhor ao contrário do discurso fatalista que sopra de grupos de media sem visão e sem rumo, por muito que digam ter ambas…

Prova disto mesmo, o jornal que vai segundo lugar é o Expresso, o honroso “líder nos semanários”, mas com sinais claros de decadência e a perder cada vez mais leitores. Já muito longe dos 100.000 exemplares, tem agora uma média de 82 738 exemplares, com uma quebra de 12% nas vendas em banca. E não é só aí que perde:

Impresa com prejuízos de 3,6 milhões até Setembro

A Impresa registou um resultado líquido negativo de 3,6 milhões de euros até Setembro deste ano, uma melhoria de 89,4% face aos 34 milhões de prejuízos obtidos em igual período de 2010.

A dívida líquida do grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão foi, até Setembro, de 218,9 milhões de euros, o que representa uma redução de 13,7 milhões em termos homólogos.

Nos primeiros nove meses de 2012, as receitas consolidadas da Impresa foram de 167,2 milhões de euros, uma descida homóloga de 8,5%.

Até Setembro, as publicações do grupo registaram uma descida de 11,4% nas vendas, ao mesmo tempo que se verificou um aumento de 13,6% nas receitas de multimédia, “resultante dos novos concursos lançados na televisão”.

 

Saiu o Duque a Balsemão

Traduzindo: Duque paga à Impresa de Balsemão, com dinheiro do ISEG, para ser comentador.

Que belo Duque saiu a Balsemão! Isto de ter comentadores pagos a dar dinheiro a ganhar ao grupo é uma grande cartada!

João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) lançou um concurso público para a compra de 160 mil euros em  espaços de publicidade na comunicação social e os critérios só permitem um candidato, a Impresa de Pinto Balsemão, que só por “coincidência” paga a Duque para ser comentador na SIC Notícias e para escrever artigos no Expresso… Ou melhor, afinal, sabe-se agora que quem paga para Duque comentar nos media da Impresa é o ISEG, ou seja os nossos impostos…

Um belo negócio de merdia este. Assim é fácil ganhar dinheiro nos media, muito dinheiro..

Como revela o CM, o caderno de encargos resume que “para a publicação dos anúncios pretende-se um grupo de comunicação social que tenha um canal de TV e ainda um jornal semanal com mais de 100 mil exemplares de tiragem, dirigido às classes A, B e C”. O ISEG põe ainda como exigência que “o grupo deverá também ter uma revista semanal, que aborde temas de gestão, economia e finanças, com tiragem semanal de pelo menos 100 mil exemplares”. Ou seja, a Impresa,  único grupo de merdia do País com tais características.

João Duque, claro está diz que  “é possível que o concurso tenha como objectivo publicitar no ‘Expresso’”, uma escolha que “tem que ver com o ‘target’ a atingir”. “Se quero fazer uma campanha de largo espectro sobre as licenciaturas, tenho determinado tipo de público e escolho um meio. Se for publicitar pós-graduações, uso outro meio.”

E se há culpa disto parecer tudo pouco sério, é da lei:  “tenho de fazer contratos em abstracto porque essa é a imposição” do Código dos Contratos Públicos. “A lei é feita sem ter em conta a realidade das instituições, daí a necessidade de afunilar critérios”, diz Duque.

A tomar-nos por parvos, o Duque de Balsemão diz que a ligação ao grupo enquanto comentador e os parâmetros do concurso “são mera coincidência”. Enquanto a séria Impresa diz:  “Juntar as duas coisas [o comentário ao concurso]” não é correcto”…

Nada correcto, por isso colocando uma incorrecta nota final no assunto: quantos outros casos há de gente nos nossos merdia a comprar espaço de comentário com dinheiro de entidades públicas? É que neste campeonato, o Duque de Balsemão surge para já destacado.

Expresso de Balsemão perde 15,5% dos leitores

O Expresso de Balsemão descarrilou de vez… com uma quebra de 15,5% nas vendas em banca. Os leitores do semanário da Impresa são cada vez mais uma espécie em vias de extinção.

Na liderança continua o Correio da Manhã, com uma quota de mercado de 52,2% entre os diários generalistas, mas também a perder leitores… Enquanto o ‘Jornal de Notícias’ do Oliveira caiu 21%  (todos os outros diários da Controlinveste também tombaram). Já o Sol do Saraiva (digo do Saraiva há falta dos rostos proprietários) perdeu 27,8%.