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Mudanças de Direcção nos Media

Mas, por “razões económicas e organizacionais”…

Fim de ano agitado nos merdia para directores e correlativos…

Muitas mudanças em curso e algumas já bem à vista.

Os accionistas separam-se de direcções falhadas e outras “incompatibilidades”. Em Lisboa e Porto, há vários processos em curso… seguindo modas que vêem de fora. Sigam-se, pois, também os ensinamentos que essas modas importadas nos dão.

Em Paris, onde  as merdias vão já mais avançadas (as modas e os bebés continuam a vir de Paris, com ou sem cegonha…), o director do ‘La Tribune’, Eric Walther, acaba de ser ‘desembarcado’, segundo o presidente do conselho de administração, “por razões económicas e organizacionais”. Esta “explicação” parece-me ser como um bem cortado (e bem cosido) vestidinho preto de boa seda numa mulher elegante: “cai” muito bem…

Portanto, meus senhores, aqui deixo a sugestão (e sem cobrar nada) para algumas administrações de merdia portugueses na hora da verdade para certos directores… Por exemplo, para a nova administração do grupo ex-Lusomundo, ex-Oliveira e etc., como dizer a João Marcelino que está ‘desembarcado’? Pois, por “razões económicas e organizacionais”…

Expresso de Balsemão perde 15,5% dos leitores

O Expresso de Balsemão descarrilou de vez… com uma quebra de 15,5% nas vendas em banca. Os leitores do semanário da Impresa são cada vez mais uma espécie em vias de extinção.

Na liderança continua o Correio da Manhã, com uma quota de mercado de 52,2% entre os diários generalistas, mas também a perder leitores… Enquanto o ‘Jornal de Notícias’ do Oliveira caiu 21%  (todos os outros diários da Controlinveste também tombaram). Já o Sol do Saraiva (digo do Saraiva há falta dos rostos proprietários) perdeu 27,8%.

DN acompanha fluxo migratório das “aves raras” que aindam o compram

O Diário de Notícias, tal como o JN e O Jogo (três diários da Controlinveste) começaram a ser distribuidos em Espanha, durante os meses de verão.

Dizem que o fazem para “acompanhar o fluxo migratório de férias dos seus leitores”… Pelos últimos resultados de audiências do DN, bem se pode dizer que  é bom que o DN procure acompanhar o fluxo migratório das, perdoem-me a expressão mas ajustada à metáfora, “”aves raras” que ainda o compram. Não vá perdê-las de vista e ficar sem elas…

Expresso da Desgraça

O mau trabalho do ardina de Carnaxide continua…  O Expresso vendeu menos 15 mil exemplares em banca por semana, até Abril, face a 2011. Ou seja, o semanário de Balsemão viu fugir  perto de um sexto dos seus leitores!

Expresso continua assim o seu rumo descendente e já nem chega aos  80.000 (79 943), um desempenho medíocre de um título que já foi uma referência…

E como Sol nasceu para concorrer com o Expresso também tem desempenho semelhante. Caiu 15,7% e já quase não existe… 16 013 exemplares por semana, não é coisa que se apresente. Inexistente é também já o Diário de Notícias, outro notável exemplo de um jornal que já o foi…

 

SIC à deriva

Balsemão e Marques seguem contentes, não sabem é para onde...

Se o mercado publicitário não evoluir não sei o que vamos fazer“, diz Luís Marques ao DN. Ou seja, o director-geral da SIC confessa que o canal de Balsemão está à deriva, sem estratégia e sem dinheiro para aguentar a mais que previsível não evolução favorável da publicidade.

Como não há dinheiro, não há palhaços – ou não deveria haver – e por isso a SIC poderá não conseguir ir ao mercado buscar os novos programas de entretenimento que queria  e lá terá de manter a grelha poupadinha (só a grelha, porque dinheiro houve para andar a fazer contratações milionárias), como a intitula o próprio Luis Marques.

Última Hora: Oliveira livre dos “Notícias”

Joaquim Oliveira está à beira de conseguir ver-se livre dos “Notícias” e outras publicações do grupo Controlinvest. Com o negócio quase concluído, Oliveira respira de alívio.

E agora adivinhe lá quem são os compradores…?

Deloitte audita diário em agonia

A Deloitte começou já uma auditoria ao Diário de Notícias, a pedido do BCP, um dos principais credores do jornal de Joaquim Oliveira.

A ver vamos o resultado da mesma, mas uma coisa é certa, o BCP tem razões para estar preocupado.  O DN tem dado provas de muito pouca vitalidade… Dias há, durante a semana, que fica bem abaixo dos 20.000 jornais vendidos… um número claramente insuficiente para alimentar a máquina que mantém o jornal ligado à vida.

E lembrar que o DN foi um jornal de referência… Triste fado este dos merdia à portuguesa!

Com Joaquim Oliveira há Dinheiro Vivo


“Jornalismo caviar: pequenas porções com intensidade máxima”. Assim é descrito por André Macedo o novo projecto de economia da Controlinveste, Dinheiro Vivo, que “nasce digital e só depois marca presença no papel no Diário de Notícias e Jornal de Notícias e com uma rubrica na TSF”, acrescenta Joaquim Oliveira, que vê assim engordar o seu concentrado de media.

16 de Junho é a data de lançamento deste jornalismo caviar, uma expressão que lhe dá tiques de alta-nobreza e que tem em contraponto o estilo menos coloquial de André Macedo quando se referiu aos conteúdos da nova aposta: diz Macedo que os mesmos surgem “com uma ganda pinta”…

Caro André Macedo, decida-se ou é jornalismo caviar ou é jornalismo “cachorro-quente das relotes”… E olhe que este último até joga melhor com o nome do projecto: nas roulotes não há multibanco ou venda a crédito, só dinheiro vivo.

Diários a cair, excepção é CM

O Correio da Manhã foi o único diário generalista a fechar 2010 com um reforço da média de vendas. O jornal mais vendido em Portugal cresceu 6% para uma média de circulação paga de 125.416 exemplares por dia.

No total, os cinco diários generalistas de âmbito nacional venderam, em média, menos 7.287 exemplares por dia, com destaque para queda de 26% do jornal i. O Público e Diário de Notícias deram um tombo de 9% e 10%, respectivamente. Já o Jornal de Notícias caiu 5%.

Nos semanários, o Expresso e o Sol também estão em queda, e nas newsmagazines, a Focus subiu 45%, apesar de manter o último lugar nas vendas, enquanto a Sábado quebrou e a Visão teve uma subida marginal.

E assim se portaram os merdia portugueses em 2010. Um ano marcado por um tombo geral. E 2011 não se avizinha um ano fácil para contrariar esta tendência.

Transparência é saber tudo e de todos

Primeiro foi um assalariado de uma empresa participada pela Ongoing que queria saber de onde vinha o dinheiro da empresa liderada por Nuno Vasconcellos, no fundo, o dinheiro que lhe pagava o ordenado. Parece que este comportamento pidesco, esta inquisitorial tendência que muitas vezes toma conta das almas muito castas cá do sítio, se implantou e estende-se agora às empresas ligadas a Rui Pedro Soares e Emídio Rangel.

Na Internet, uma coisa que serve para tudo e para expressar todos os estados de alma, corre uma “petição pública” a pedir à Entidade Reguladora da Comunicação Social para abrir um inquérito e averiguar quais são as fontes de financiamento dos negócios já encetados pelo novo grupo de media.

Eu também quero saber… mas digo desde já que não acredito que venha do tráfico de droga, nem do tráfico de brancas ou negras ou muito menos do tráfico de armas e nem da contrafacção de “viagra” e outros fármacos.

Esta é sobretudo uma oportunidade para de uma vez por todas acabarmos com as iniciativas à PIDE e agirmos democraticamente, exigindo que fique bem claro de onde provêm os financiamentos para todos, mesmo todos, os grupos de media a actuar no país.

O Público já todos sabemos que vai buscar dinheiro ás mercearias e outros shoppings de Belmiro de Azevedo. Agora, era importante sabermos, por exemplo, onde nasce o SOL, onde vai Joaquim Oliveira buscar dinheiro para suportar o pesado grupo de media que lidera e onde é que Balsemão encontra fundos para poder manter a SIC, o Expresso e outras laranjas do seu concentrado de media e ainda poder dar-se ao luxo de abdicar dos mais de quatro milhões de euros que não reclamou ao BPP e empregar a família toda que, pelo visto, tem competência genética. E já agora, se não fôr pedir muito, saber onde é que nos próximos dias vai Balsemão arranjar dinheiro.

E já que falámos de bancos, era também um interessante exercício pedir que divulgassem quem tem contas na Suíça. Será que José Sócrates já fez como Merkel e Sarkozy e comprou a lista de titulares de contas no país dos relógios e dos queijos àquele rapaz que anda por aí a vendê-las? Deviam lá vir algumas informações esclarecedoras, aposto.

Em nome da transparência exige-se estas medidas para respirarmos melhor e para que tenhamos em Portugal uma merdia mais limpa. Queremos saber tudo e de todos!