Balsemão saca-nos 4,7 Milhões e em troca dá-nos lições de moral

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Diz Balsemão que a manchete do Correio da Manhã de Sábado (Balsemão Saca 4,7 Milhões ao Estado) “só pode ser lido de uma maneira: o vil capitalista Balsemão conseguiu ir buscar 4,7 milhões de euros do Estado, no caso da falência do BPP – Banco Privado Português –, passando à frente dos outros credores e dos interesses do próprio Estado. A utilização do verbo “sacar” não tem outra interpretação”….

Ah, tem tem. Tem a interpretação de que um dos fundadores e accionistas do BPP – que nessa qualidade tinha a obrigação de estar atento á gestão que lá se fazia- vai sacar  $4,7 milhões que tinha em “contas de retorno absoluto de investimento”, repito “investimento”, já depois desse caso de polícia que é o BPP ter sacado aos contribuintes 450 milhões de euros.

Ou seja Balsemão esteve ligado à criação e gestão de um banco que sacou milhões a todos nós contribuintes… Sacar tem por isso uma interpretação bem mais alargada. A manchete do CM só peca por defeito bem longe de ser uma armadilha como diz Balsemão. Armadilhados fomos nós ao longo dos anos em que os accionistas sempre se mostraram muito confiantes no seu bom investimento, basta ver  que aprovavam contas, bónus e votos de louvor pelos bons serviços de Rendeiro…

É genial a justificação dada por Balsemão para o recurso, que levou agora a que um tribunal pago por todos nós aceitasse devolver dinheiro que Balsemão investiu num banco muito bem pago por todos nós: “Recorremos dessa decisão para os tribunais, por uma questão de princípio, isto é: por entendermos que, mesmo que as possibilidades de receber alguma retribuição do que era nosso fossem diminutas ou nulas, não havia razão para sermos discriminados em relação aos outros credores”.

Ou seja, em matéria de princípios ficamos esclarecidos. Balsemão acha que o normal é que alguém que era  accionista, ou seja, um dos donos, do BPP seja tratado do mesmo modo que  outros que nada tinham que ver com a gestão do banco. Só quem nõa é sério pode achar que esta visão do mundo está errada. E se calhar até lhe deviamos devolver também o investimento que fez em acções. Proponho a Mercedes Balsemão que inicie desde já uma campanha solidária na SIC Esperança.

Mas, calma meu caro leitor, para o sensibilizar ainda mais para a causa, note que Balsemão não só não deve ser discriminado como é especial:

“Com a agravante de o visado e vilipendiado, ou seja, eu, ser o Presidente do Conselho de Administração de um grupo de comunicação social, a Impresa, que é concorrente direto do grupo de comunicação social Cofina, proprietário do Correio da Manhã”.

Todos de joelhos e mão estendida com mais uns cobres, porque chegou o senhor Presidente!

 

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