Monthly Archives: Maio 2013

“Palhaços unidos…”

“Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva”. A manchete de hoje do Jornal de Negócios é a grande história o dia cá no burgo…. Porque  o Miguel Sousa Tavares em entrevista ao jornal chama “Palhaço” a Cavaco Silva…

Agora, porque pode ser considerada “Ofensa à honra do chefe de Estado”, punível com pena de prisão, MST já diz: “acho que o Presidente e o Ministério Público têm razão reconheço que não devia ter dito aquilo. Fui atrás da pergunta”. “O processo vai seguir, logo verei o que digo. Obviamente que lhe chamei palhaço no sentido político”…

Uma explicação que pode ou não convencer Cavaco, mas que não irá certamente convencer as dezenas de palhaços que se possam sentir enxovalhados por tão lamentável comparação e que acham que se o propósito de MST era ofender tinha era de compará-lo com comentadores. Até porque a arte de ser palhaço dá alegrias, coisa de que o nosso estimado chefe de estado não se pode orgulhar de fazer, nem a generalidade dos comentadores, tal a tristeza do que dizem.

Que se prepare MST para ter uma manif à porta…

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TV pública BBC gasta 115M em desperdício

A rede pública britânica BBC admite que «desperdiçou» desde 2008 quase 115 milhões de euros dos contribuintes do Reino Unido num ambicioso (e, acrescento eu, pelo resultado, inútil e escandalôso) projecto digital.

A Digital Media Initiative (DMI) pretendia criar um sistema de produção digital vinculado ao extenso arquivo de rádio e TV da BBC…

Mais um escândalo na BBC que anda a tentar…  restaurar a credibilidade.

Notável ainda, o fim do projecto levou a BBC a demitir enquanto durarem as investigações o director de tecnologia da rede, John Linwood.  No entanto, mantem um salário de 280 mil libras anuais (326.700 euros)…

Haja dinheiro para TV Pública e seus ricos empregados!

Dizem que bateu, mas não diz que não bateu

crime

“Dizem que ele bateu na mulher”. A manchete do semanário “O Crime”, com uma imagem de Passos Coelho, ainda não foi estranhamente alvo de qualquer desmentido do desgovernante… Ou seja “dizem que ele bateu”, mas ele não diz que não o fez…

O jornal até contactou o Gabinete de Passos Coelho para saber o que tinha a dizer sobre o que dizem, mas este informou que a situação estava “para análise superior”…

A única reacção a este diz que disse veio do próprio jornal, com o director de “O Crime” demitido por “razões estratégicas”… O que dizer desta reacção?

O Nextpower do LPM e seus convivas

Um exemplo claro do modo escandaloso como se fazem bons negócios em Portugal à custa dos nossos impostos. Este caso denunciado num comentário colocado no blogue Insurgente, além de revelar que o bolo das contribuições públicas é mais que suficiente para alimentar várias bocas concorrentes ao mesmo tempo (veja-se o convívio salutar de 3 grandes agências de comunicação que não se importam de comer do mesmo prato em Gaia) , mostra como se mexem  estes estrategas da comunicação, e como o poder político usa o dinheiro dos outros.

Maio 14, 2013

A propósito da Nextpower e das camapanhas autárquicas do Porto e Gaia (3)

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 18:02

Comentário de ACV7368764 no post “Quem paga as campanhas do PSD em Gaia e no Porto?”

Se vir os documentos acima [nota: aqui e aqui], conclui que a nextpower é uma empresa propriedade da Boston e do senhor Moita de Deus. A Boston é de outra empresa que é de outra empresa que é de outra empresa. Todas são da LPM, ou seja, do senhor Luís Paixão Martins ou do seu filho. A F5 Consulting é a empresa de um conhecido comunicador chamado Tocha (pode ler melhor aqui no Público quem é)  Por fim, a Cunha Vaz é outra empresa de um senhor chamado Cunha VAZ. São todas de Lisboa e as três maiores agências do país. Todas estão a trabalhar para Menezes. É público e notório. Quem paga é a Câmara de Gaia através das mais diversas empresas. A Nextpower mudou-se recentemente (ver documento acima nos comentários) para Gaia (vá-se lá saber porquê!!!). Se procurarem bem, vão achar inúmeros ajustes directos (qq pessoa o pode fazer, é público) destas empresas nas empresas e câmara de gaia. Não são milhares, são centenas de milhares de euros, no seu conjunto. Além do mais, os ajustes da Nextpower e da Boston são ilegais, uma vez que a Boston é dona da Nextpower (ver acima outra vez), o que a deveria impedir de ser adjudicada pelo mesmo serviço. Outra coisa, eu que não percebo nada de jornalismo, vejam o que foi adjudicado: “A execução do plano de comunicação de 2013 inclui: a) Cobertura de, pelo menos, uma actividade por semana do Município; b) Cobertura de todas as conferências de imprensa do município; c) Cobertura do Porto Wine Fest; d) Cobertura das 24 horas de Karts; e) Colocação de um elemento a indicar pela Gaianima no painel de comentadores do Porto Canal, no mínimo, uma vez por mês; f) Presença do município no programa Porto Alive, de 15 em 15 dias; g) Presença no programa territórios, uma vez por semana; h) Cedência de todas as cópias de todas as transmissões acima referidas.” Ou seja, qual o papel do Portocanal no meio de tudo isto? O Portocanal vende lugares nos seus programas a troco de quê? Jornalistas, INVESTIGUEM! ISTO É UMA VERGONHA!

Mercedes de Ficção

Num país onde o número de Mercedes espelha bem a ficção a que o país chegou há muito, é de notar a estreia literária de Mercedes Balsemão, autora do romance “A Imperatriz que veio de Portugal”. Se fosse autobiográfico até se poderia chamar, “A Imperatriz que veio de Carnaxide”.
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TVI sai da CAEM, por polémicas merdições de audiências

O que hoje se lia no Correio da Manhã já deixava antever esta decisão. Pais do Amaral bem avisava que a merdição de audiências da Gfk, contratada pela CAEM sob a liderança do director-geral da SIC tinha levado a TVI a perder entre 5 e 10 milhões de euros de publicidade. A gota de água parece ser o facto de o CAEM se recusar a fazer uma auditoria às merdições, que têm sido vantajosas para o canal do Balsas. Claro está que a TVI não diz isto directamente, mas também é clara esta frase “[a CAEM] demonstrou não ter a capacidade para ser representativa de todos os interesses do mercado”…

TVI abandona CAEM

“A CAEM deixou de estar em condições para ser um instrumento de autorregulação deste mercado”, afirma a TVI

A TVI decidiu hoje abandonar a CAEM. “A o ignorar os pedidos da TVI e da RTP de realização de uma auditoria final ao funcionamento do serviço de audimetria prestado pela GfK, (a CAEM) actuou de uma forma contrária à prossecução do seu fim social, conforme delimitado pelos respetivos estatutos e demonstrou não ter a capacidade para ser representativa de todos os interesses do mercado”, justifica a estação da Media Capital.

Esta decisão surge após o órgão que junta as agências, operadores e anunciantes ter decidido, no final de Abril, recusar o recurso os pedidos de auditoria da TVI e da RTP sobre o sistema de medição de audiências que entrou em vigor em Março de 2012.

“A CAEM deixou de estar em condições para ser um instrumento de autorregulação deste mercado”, afirma a TVI. A estação lembra que ao recusar este pedido de auditoria a CAEM recusa atender ao pedido de duas estações que, em conjunto, representam “a maioria das audiências televisivas em Portugal, metade do valor do mercado de publicidade em televisão e suportam 44.5% do custo total do serviço a auditar”.

O custo da auditoria seria suportado apenas pelas duas estações

Esta decisão foi tomada um dia antes de a presidência da Comissão de Análise e Estudos de Meios ser assumida por António Casanova, vice-presidente da APAN, em representação da Unilever-Jerónimo Martins e será certamente um dos temas a discutir na assembleia-geral de amanhã.