“Deriva”de Bruxelas

Há muito que se tornou clara a necessidade, por razões várias, que em Bruxelas revejam bem as prioridades. No Comité de Proteção dos Jornalistas andam agora muito preocupados com a “deriva” dos media portugueses controlados por angolanos… tema que já é de ontem, há muito que aqui escrevo sobre ele, e não é seguramente a principal preocupação de hoje, mas é aparentemente a grande preocupação do momento em Bruxelas (deve ser do fuso horário).

Além de não comungar com a racionalidade das críticas feitas à boleia dos critérios editoriais do Expresso, de há uns meses a esta parte, julgo ser mais urgente discutir hoje a deriva dos media portugueses controlados por portugueses e o flagelo dos despedimentos nos merdia, que parecem coisa de interesse menor para um Comité interessado em proteger jornalistas…

No Libération escolheram  um digno representante da classe, Nicolau Santos, para opinar sobre o tema: “As autoridades de Luanda não aceitam que os media portugueses escrevam artigos que não lhes agradam. Não temos o mesmo conceito de liberdade de expressão”…

Caro Nicolau, a liberdade de expressao salvaguarda precisamente que as autoridades de Luanda possam não aceitar e criticar artigos que não lhes agradam. E quanto ao conceito, nem em Potugal partilhamos o mesmo. O nosso deverá seguramente ser diferente, pois quanto a artigos que não agradam a quem manda o melhor é nem falarmos disso…

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