Monthly Archives: Janeiro 2013

Meio Milhão pr’ó Balsas fazer Turismo

É um grande negócio à moda de ” Toma lá notas, oh, Balsas!”, já para os contribuintes é mais uma prova de despesismo inqualificável. A lembrar uma história parecida que envolve duques  e  fez um instituto publico gerido por um avençado de Balsemão comprar 160 mil euros em publicidade à Impresa

O negócio é de tal modo escandaloso que é até foi um deputado do PSD a vir a público denunciá-lo, como se lê no DN:

Governo paga milhão e meio por site de turismo

Deputado do PSD denuncia “valor exorbitante” pago ao grupo de media Impresa. Paulo Batista Santos diz que que por “metade desse valor qualquer universidade” faria o mesmo.
Segundo o jornal “i”, Turismo de Portugal vai pagar à InfoPortugal mais de 13 mil euros por mês, durante mais de três anos, pelo portal.

O Turismo de Portugal vai, assim, pagar mais de meio milhão de euros para que a InfoPortugal – empresa do grupo Impresa, segundo o DN – construa e assegure a manutenção do principal portal de promoção turística do país no estrangeiro.

Nas informações que constam do portal Base: contratos públicos online consta que os serviços foram contratualizados pelo Turismo de Portugal há menos de um mês, a 13 de Dezembro, por 511 459,03 euros. Feitas as contas, são mais de 430 euros por dia, ou 13 114 euros por mês, que o Turismo de Portugal terá de pagar àquela empresa pela “construção e operação do novo portal Visitportugal e do respectivo serviço de atendimento”… Um grande Negócio este!

O valor, talvez por ingenuidade, fez o social- democrata dirigir uma pergunta ao governo, em Junho do ano passado, na qual se procurava saber se o executivo considerava o valor adequado ao serviço em causa e se este seria um investimento prioritário, face à oferta já existente de portais semelhantes. A resposta  do Ministério da Economia é tão escandalosa como o negócio: considera tratar-se de um valor “ajustado aos actuais preços de mercado” e  “é um investimento prioritário”.

A ingenuidade do deputado do PSD leva-o ainda a dizer: “Por mais sofisticado que seja o portal, daquilo que conheço, por metade desse valor qualquer universidade asseguraria o serviço.” Pois era, mas assim como é que se davam umas notas a quem mais precisa?

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SIC: “o Governo não houve ninguém…”

Não sei que versão do Acordo Ortográfico usam lá para os lados de Carnaxide, mas esta é uma clara inovação:

“De acordo com João Ribeiro “hoje ficou também claro que o Governo não  houve ninguém. Não houve parceiros sociais, não houve o PS, não houve a  Igreja, não houve a academia e não houve o Presidente da República”, acrescentou”

Podia pensar-se que era gralha, mas este último parágrafo dá para perceber bem que quem escreveu… não sabe escrever. Tal é a confusão que para ali houve entre o ouve e o houve.  E quem publicou não sabe ler… Para jornalismo dito “de referência” não está nada mau… Ou será que é para marcar a diferença e ter estilo?

 

titulo

PS nao houve

Balsemão começa 2013 sem Rumo

Rumo, primeiro número

Nem com a invejável saúde  económica de Angola, Balsemão conseguiu impôr o seu Rumo (ou seja , poucos na indústria petrolífera, na energia, na agricultura ou com negócios no desenvolvimento de infra-estruturas quiseram sustentar a revista de Balsemão) e talvez isso ajude  a explicar a agressividade com que o seu Expresso tem tratado os assuntos de Luanda e suas elites.

A publicação que era a primeira e única iniciativa editorial da Media Rumo S.A., empresa detida em 70% pela sociedade de gestão de ativos angolana Finicapital e em 30% pelo grupo Impresa, encerra  por  “processos de realinhamento estratégico”…Ou seja, porque falhou…

Quando à partida o projecto  tinha  como objetivo “afirmar-se como um projecto de media com recurso a todas as plataformas”, seguindo “uma estratégia semelhante à desenvolvida em Portugal pela Impresa”, só podia dar mau resultado. Basta ver os números publicados hoje do continuado tombo do Expresso (-10.000 leitores em 2012), que a este ritmo e com este rumo se arrisca a ficar sem leitores dentro de 8 anos.