Monthly Archives: Junho 2012

Expresso da Desgraça

O mau trabalho do ardina de Carnaxide continua…  O Expresso vendeu menos 15 mil exemplares em banca por semana, até Abril, face a 2011. Ou seja, o semanário de Balsemão viu fugir  perto de um sexto dos seus leitores!

Expresso continua assim o seu rumo descendente e já nem chega aos  80.000 (79 943), um desempenho medíocre de um título que já foi uma referência…

E como Sol nasceu para concorrer com o Expresso também tem desempenho semelhante. Caiu 15,7% e já quase não existe… 16 013 exemplares por semana, não é coisa que se apresente. Inexistente é também já o Diário de Notícias, outro notável exemplo de um jornal que já o foi…

 

Económicos resistem à crise

A crise económica não parece estar a afectar os jornais económicos. Jornal de Negócios e Diário Económico resistem à queda generalizada da circulação paga dos jornais diários e subiram 1,5% (Económico creceu 2,3%  e o Negócios 0,1%) as vendas em banca, assinaturas e vendas em bloco, em comparação com 2011 , revelam os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT).

As estes resultados não é alheio o facto de a economia ser tema quente em Portugal.

RTP cada vez mais angolana

A Cofina lança a “Correio da Manhã TV”, em exclusivo no MEO, sem assinatura. Um anúncio que deixa a RTP cada vez mais nas mãos dos angolanos…

O novo projecto de Paulo Fernandes vai levar à contratação de 80 novos profissionais.

Mau jornalismo faz preço de saldo da Liberdade de Imprensa

 4950 euros é  o preço da Liberdade de Imprensa em Portugal, um valor irrisório a que não está alheio, por certo, o uso que os nossos merdia fazem da dita liberdade, usada muitas vezes como escudo para uma prática desviante de jornalismo ao serviço dos interesses particulares dos concentrados de merdia e que, além disto, como notava ontem Pinto Monteiro, viola grosseiramente e repetidamente o segredo de justiça, sem que ninguém seja responsabilizado.

É, por isso, apenas este o valor que o deputado socialista Ricardo Rodrigues, acusado de atentado à liberdade de imprensa, foi condenado a pagar pelo ridículo de se ter apropriado dos gravadores de dois jornalistas da revista Sábado.

Compete aos jornalistas valorizar a cotação da Liberdade de Imprensa, ao invés de se indignarem como o valor dado pelo tribunal, colocando-a ao serviço de um jornalismo que por ser livre deve ser também responsável.

Rádio chinesa quer estúdio em Portugal

O crescente investimento chinês em Portugal passa agora também pelo reforço da aposta nos media. A Rádio Internacional da China (CRI) tem o plano de abrir um estúdio em Portugal, onde já assegura seis horas diárias de emissão na Rádio Iris FM, sediada em Samora Correia, no Ribatejo, dedicadas, em particular, à cultura e economia chinesas.

 

Audiências: Estranha forma de vida

A GfK foi arrasada pela auditoria da PwC que detectou inúmeras falhas… mas reage “com agrado” à “posição consensual” da Comissão de Análise dos Estudos de Meios (CAEM) sobre o relatório preliminar da auditoria ao sistema, bem como ao facto de ter decidido enviar o documento para apreciação dos parceiros…

Confuso? Nem por isso, quando comparado com o festival de confusão que tem sido a merdição de audiências…

 

Audiências arrasadas

Na auditoria independente a Pricewaterhouse  arrasa por completo a GfK, a empresa responsável pela merdição de audiencias.

Os erros existem quer na constituição do painel, quer em falhas técnicas, quer em procedimentos no apuramento dos resultados. E há falhas para todos os gostos,desde a presença de espectadores não portugueses no painel, à segmentação social diferente da contratada inicialmente, passando por longos períodos de emissão sem qualquer espectador.

Saber agora o que faz a Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM)  que neste caso contratou quer a GfK quer a Pricewaterhouse… Um mistério que o director da SIC Luis Marques, ou melhor o presidente do CAEM Luis Marques, pode ajudar a desvendar…

Warren Buffet em contra-ciclo

A crise nos media em todo o mundo é mais que muita (com encerramentos e despedimentos), mas o Oráculo de Omaha parece acreditar no futuro dos media impressos. Acaba de investir 142 milhões de dólares  na compra dos 63 jornais do grupo Media General, bem como o Arizona Daily e o Omaha World Herald… Não consta, no entanto, que tenha qualquer interesse nos merdia portugueses…

Ronalda de carnaxide condenada por exibir bebé

A estrela mais cara de Balsemão, Julia Pinheiro, milionária contratação feita em Queluz, foi agora condenada, pelo tribunal da Relação de Évora, a pagar 4000 euros de indemnização pela exibição em televisão de uma bebé de dois anos, que teria sido abusada pela própria mãe. Mas os abusos não se confirmaram e a menina acabou por ser exposta na televisão como se o tivesse sido. Em causa, o crime de fotografias ilícitas.

O caso remonta a Maio de 2007, quando a apresentadora era responsável pela orientação e supervisão do programa ‘Você na TV’, na TVI, onde foram divulgadas as fotos.

A condenção agora revelada resulta de um recurso de uma sentença do tribunal de Setúbal que obrigava a apresentadora a pagar 12 500 euros, mas Júlia Pinheiro foi absolvida pela Relação de dois crimes de devassa da vida privada.

Sobre tudo isto a agora Ronalda de Carnaxide prefere não fazer comentários ao caso.

Lei da Rádio, lei da selva

30 profissionais do grupo Media Capital Rádios vão para o desemprego (alguns já foram) até ao final do mês. Os  jornalistas agora na merdia garantiam a programação local das cadeias M80 e Star FM, cuja emissão “passa a ser feita a partir de Lisboa”, revela a agência Lusa.

E a coisa é anunciada pelo grupo com muita naturalidade: “No próximo mês, temos as condições para fazer as emissões a partir de Lisboa”, explica Luís Cabral, administrador da Media Capital Rádios. “Perto de três dezenas de pessoas” serão dispensadas por extinção do posto de trabalho.

Tudo por conta de um calculismo dos concentrados de media que aproveitam a entrada em vigor da nova lei da rádio (os grandes grupos podem alterar os programas das rádios locais, que passam de generalistas para musicais e deixam, assim, de ter de emitir um mínimo de oito horas de programação local, que incluía noticiários) para poderem, deste modo, despedir animadores e jornalistas locais, com base na extinção de postos de trabalho.

Ou seja, na prática, fez-se uma lei que facilita o desemprego nos media…

A situação não é virgem e começa a fazer escola. O grupo Música no Coração já o fez, alterando programas nas frequências que transmitem “a Rádio Nostalgia e a Rádio Nova Era”, e a Renascença quando adquiriu as frequências em que emite a cadeia Rádio Mega, rescindiu com os profissionais dessas rádios”.