Balsemão apaixonado

O namoro de Balsemão com o dinheiro angolano é, como o petróleo, refinado. A Visão de hoje mostra que não quer o dinheiro da sua accionista Newshold, a da semana passada que quer o de Isabel dos Santos, ou não fossem já estar ligados por um amor InterOceânico.

Talvez esta paixão ajude a explicar um certo descontrolo e a tendência para o auto-elogio, como se viu nos Globos de Ouro. E pode ainda ser motivo –  a fraqueza dos homens leva-os a fazerem-se de valentes quando estão apaixonados –  para o  interesse em fazer uma guerra sem quartel contra tudo o que é concorrência, primeiro a Ongoing, agora a Newshold.

Neste último caso decidiu mostrar Ana Bruno como uma verdadeira empresária de sucesso em lavagens de dinheiro (depois de tudo que aqui já escrevi sobre a Newshold só se espanta quem quiser)… Uma mente distorcida podia até imaginar um telefonema de Balsas a Ana Bruno, ao estilo Relvas, a dizer-lhe que ou se portava bem ou ele expunha a sua vída pessoal na Internet…

O que me preocupa nesta guerra cega merdiática de Balsemão contra tudo o que mexe na concorrência (e incluo Relvas na concorrência por causa da teimosia em privatizar a RTP), é correr o risco de se enganar no alvo e acertar num espelho…  E aí as páginas do Expresso e da Visão seriam curtas, para uma vida tão preenchida…

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