Monthly Archives: Abril 2012

Balsemão “estrela” de documentário sobre Bilderberg

Os Governantes Secretos do Mundo é um documentário em cinco partes exibido pela primeira vez no Channel 4 da Grã-Bretanha em Abril de 2001.

Como aqui tinha prometido, o vídeo em baixo é esclarecedor do modo como Balsemão desempenha o seu papel como porteiro português de Bilderberg…

O vídeo é um excerto de “O Grupo Bilderberg”, a parte 5 da série Governantes Secretos do Mundo. Neste capítulo dedicado a Bilderberg, o jornalista vem a Portugal para tentar infiltrar-se na  na reunião de Bilderberg que ocorreu em Sintra, em 1999. Na altura, os jornais portugueses não mencionaram um evento que contou com a presença de algumas das pessoas mais poderosas do Mundo. O que justifica que essa presença não tenha sido noticiada?

Para o jornalista que fez o documentário, o facto de um “ilustre” membro de Bilderberg ser o patrão de um grupo de Media português e ter o controlo da distribuição dos jornais é uma coincidência notável neste apagão merdiático… Balsemão  é “aquele cujo nome não é pronunciado” neste documentário…

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Cofina: Newshold e Paulo Fernandes não se entendem

Os tipos da Newshold já tem um quarto da Cofina, mas não estão a entender-se com o Paulo Fernandes…

Esta aposta do  investimento angolano nos  “Reis do despedimento de jornalistas” (Impresa, Cofina, Controlinveste) ainda vai dar muito que falar. E nem o Público do Belmiro escapa a esta compra imparável de acções nos nossos media que, vá se lá saber porquê, estão a ser depositadas na Suíça

 

Bilderberg: Balsemão dá autografos?

The True Story of the Bilderberg GroupO livro “Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo”, editado pela Temas e Debates, em Portugal, e da autoria de Daniel Estulin, foi retirado do mercado por pressões  dos Bilderberg de que Balsemão é em Portugal real porteiro. Mas pode sempre comprar o original e depois ir a Carnaxide tentar pedir um autógrafo ao censor-mor Balsas… Aproveite e também leve o “Em Directo” de Emídio Rangel. Acredito que aceite autografar…

Balsemão só não assina cheques… ou não estivesse já à rasca para pagar as dívidas à banca.

Não perca num próximo post um vídeo esclarecedor onde Balsemão (aquele cujo nome não é pronunciado) tem papel de destaque…

Balsemão pior que Estaline

Jorge Schnitzer comentava esta madrugada no Facebook: “Estive a ver na SIC Noticias a miserável falsificação do filme de que são autores Emidio Rangel, coronel Sousa e Castro e Joana Pontes. De forma nojenta, foi suprimido o genérico final, com a autoria do filme. O mesmo fizera Stalin meio século antes quando mandou apagar Trotsky das fotos oficiais do regime. Balsemão é só um imbecil – ao menos Stalin era um herói da guerra”

Caro Jorge Schnitzer, esta já famosa tendência estalinista de Balsemão até deu em tempos direito a vídeo no Youtube:



Balsemão tem uma tendência para “apagar” Rangel que já vem de há muito. Recorde-se o dia 17 de Novembro de 2001 quando a SIC Notícias apagou o DN da habitual revista de Imprensa por trazer na manchete uma entrevista com Emídio Rangel, em que este afirmava: ‘Pinto Balsemão está desorientado’.

17 de Novembro de 2001, sábado, 7 da manhã. Na SIC Notícias faz-se a revista da imprensa do dia. Primeiro o Público, depois o Jornal de Notícias, depois o Diário de Notícias, ainda o Expresso.

17 de Novembro de 2001, sábado, 8 da manhã. Na SIC Notícias faz-se a revista da imprensa do dia. Primeiro o Expresso, depois o Diário Económico, depois o Público, depois o Jornal de Notícias, ainda o Diário de Notícias.

17 de Novembro de 2001, sábado, 10 da manhã. Na SIC Notícias faz-se a revista da imprensa do dia (às 9h não houve). Primeiro o Público, depois o Diário Económico, depois o Expresso.

O Diário de Notícias desse sábado fazia manchete com uma entrevista a Emídio Rangel, ex-director da SIC, agora dirigindo a RTP. Às sete horas, palavra à pivot: “No Diário de Notícias a guerra no Afeganistão também em destaque este sábado — desgoverno no Afeganistão. Faz manchete ainda duma entrevista com Emídio Rangel — Balsemão está desorientado”.

Às 8 horas, palavra à pivot: “No Diário de Notícias destaque também para o desgoverno no Afeganistão”.

Às 10 horas não vale a pena dar a palavra à pivot, que o DN fora banido da revista de imprensa. Depois de, às 8h, o destaque ter passado para o fundo da página, e a manchete ter sido ignorada, às 10h ignorou-se o jornal inteiro”. O único critério jornalístico que se vislumbra para esta opção é o critério-patrão.

No Público, Luciano Alvarez apercebeu-se da coisa, assim a comentando, com uma pergunta assaz pertinente no remate:

“Todas as manhãs, o canal de notícias de Pinto Balsemão faz uma revista de imprensa. Revela primeiro as manchetes dos jornais e, depois, a totalidade ou parte das restantes chamadas da primeira página. Ontem, foi mais uma vez assim com todos os jornais, menos com o ‘Diário de Notícias’. Ás 8 da manhã, a ‘pivô’ de serviço leu apenas parte da capa do ‘DN’, dando a entender que a manchete era a notícia que tinha por título ‘Desgoverno no Afeganistão’. Não era. A manchete referia-se a uma entrevista com Emídio Rangel, em que o ex-homem forte da SIC e hoje director-geral da RTP afirmava que ‘Pinto Balsemão [patrão da SIC] está desorientado’.
Essa manchete foi escondida na primeira apresentação e, na segunda, uma hora depois, foi o DN que desapareceu da revista de imprensa. Lamentável, ainda mais num canal de televisão que foi uma lufada de ar fresco na informação televisiva em Portugal.
A partir de ontem, a SIC-Notícias perdeu parte da credibilidade que merecidamente ganhou. E a haver, como diz Rangel, desorientação na SIC, ela não é só de Pinto Balsemão.
PS – Mais uma informação: o director do ‘DN’ é comentador da SIC-Notícias. Será que vai ser despedido do canal por fazer aquela manchete no jornal que dirige?”.

(“Desorientação”. Público, Luciano Alvarez, 18.11.2001).

Balsemão em fim de festa

Balsemão bem pode andar em festa (ele é festas da SIC, festas do Expresso) mas creio ser já evidente que está a gastar os últimos cartuxos e nem tanto fogo de artifício consegue esconder os maus resultados da sua gestão na Impresa. Quer nas audiências da sua TV e jornais, quer nas contas.

De prejuízo em prejuízo, assim é o caminho de Balsas pelos greens merdiáticos onde não se coíbe de dar pancadas certeiras e que têm como destino os inúmeros buracos de uma Impresa que nem os amigos angolanos da Interoceânico podem salvar. Bem lhe deram a Rumo, mas deviam ter percebido que o rumo de Balsemão está traçado. E que falta lhe devem fazer os 4,6 milhões que tinha no BPP e que o Estado não lhe devolve.

O investimento publicitário num media é, entre outros factores menos objectivos, um sinal da confiança e credibilidade que esse media tem junto dos leitores e também das empresas anunciantes. A notícia hoje publicada no Correio da Manhã é prova cabal de que Balsemão perdeu a credibilidade e confiança e com isso dinheiro:

Impresa: Resultados do primeiro trimestre de 2012

Menos 5,2 milhões em publicidade

A Impresa, de Francisco Pinto Balsemão, fechou o primeiro trimestre de 2012 com um prejuízo de 3,325 milhões de euros. Ainda assim, este resultado significa uma melhoria de 3,5% face aos mesmos meses do ano anterior. (nota: nada como melhorar prejuízos!!!).

O mais grave é que os números da Impresa só são menos maus no que concerne aos prejuízos à conta dos despedimentos de jornalistas: “A compensar a quebra de receitas, esteve a diminuição dos custos operacionais, que no mesmo período desceram em 9,8%, para os 51,5 milhões de euros”. Ou seja, Balsemão incapaz de gerar receita só sabe gerir cortando no pessoal. Uma gestão a martelo que pouco tem que ver com Media e muito que ver com Merdia.

 

Reis do despedimento de jornalistas são aposta da Newshold

Os grupos dos media que mais despedem são os que mais interesse geram junto dos investidores angolanos da Newshold

Só nos primeiros três meses deste ano, já perderam o emprego quase 40 jornalistas, um valor preocupante que se soma aos 694 jornalistas despedidos entre 2007 e 2011. Destes, 566 viram-se mesmo obrigados a pedir subsídios de desemprego, por terem sido deixados na merdia, por má gestão dos nossos media.

A Cofina de Paulo Fernandes, a Controlinveste de Joaquim Oliveira e a Impresa de Balsemão são os principais responsáveis por este triste cenário. E, curioso facto, estes três grupos partilham actualmente o facto de serem o principal alvo do investimento da Newshold.  

Só a Cofina é responsável por mais de um quarto dos 118 despedimentos levados a cabo pelas dez empresas ou grupos que mais jornalistas dispensaram no ano passado, revela o Sindicato dos Jornalistas. A Controlinveste, com 18,6 por cento, e a Impresa (17 por cento), completam o vergonhoso pódio.

No total, em 2o11 entraram na Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas 168 novos processos, 134 relativos ao subsídio de desemprego (um aumento de 16,5 por cento!!! em relação a 2010) e 25 pedidos de subsídio social de desemprego.

Joaquim Oliveira pode, no entanto, orgulhar-se de, no triénio 2009-2011, bater a concorrência por larga vantagem, com 29,5 por cento (101 processos) de um total de 342 pedidos de subsídio nesse período.

Os perigos dos concentrados de merdia

Desde o início que vejo aqui a alertar para os perigos da concentração dos media existente em Portugal. E os dados agora apresentados opelo Sindicato dos Jornalistas tornam isto evidente:

“A análise dos dados disponíveis evidencia uma importante relação entre o volume de pedidos de subsídios e os níveis de concentração da propriedade de meios de informação”, conclui ainda o estudo, assinalando que o referido universo de dez empresas e/ou grupos de comunicação social responde por mais de 88 por cento dos 342 novos pedidos de subsídio de desemprego entrados na CPAFJ no triénio 2009-2011.

 

 

Newshold na Controlinveste

A entrada dos angolanos na Controlinveste está fechada. Para já, entram como minoritários. 

É um avanço em força do capital angolano da Newshold nos principais grupos de merdia portugueses. Já estão na Imprensa, na Cofina e até a Sonae estará a negociar a entrega do Público em troca de uma participação numa televisão angolana, como aqui avancei há dias.

Editores de Media chumbam nos Pulitzer

Este ano destaque nos Pulitzer para o facto de nenhum Editor de Media ter sido galardoado. Associated Press,  The Philadelphia Inquirer e  The Huffington Post foram distinguidos.

A Universidade de Columbia, em Nova Iorque, entregou também, pela primeira vez, à agência  France Presse, a mais antiga em actividade. A reportagem em directo de um tornado deu o prémio para notícias de última hora a The Tuscaloosa, uma estação do Alabama, e a história de uma mulher que sobreviveu a um assalto deu ao jornalista Eli Sanders, do semanário The Stranger, de Seattle, o prémio de reportagem do ano.

No comentário ganhou a colunista Mary Schmich, do Chicago Tribune, na crítica distinguiu o perito em cinema Wesley Morris, do Boston Globe, e na política Matt Wuerker, do jornal Politico, de Washington, foi distinguido pelos seus “cartoons”.

Balsemão recusa ser Presidente para liderar movimento cívico

O MERDiA revela em exclusivo o motivo pelo qual Balsemão não será candidato à Presidência da República, apesar de ter 99% de apoio popular, incluindo Fernando Farinha Simões, o suspeito de Camarate, actualmente preso em Vale de Judeus.

Recorde-se que ao ser questionado pela “Querida Júlia” sobre a sua carreira política, Balsemão disse que gostou de “ter sido primeiro-ministro”, mas não pensava candidatar-se à Presidência da República.

A explicação é simples, Balsemão prepara-se para liderar um movimento cívico pelo não pagamento de IVA (apesar de uma primeira iniciativa sem sucesso na Lusa) … O investimento neste projecto pessoal é enorme e leva mesmo a que não tenha dinheiro para financiar a campanha dos 20 anos da SIC, daí ter montado um concurso de ideias na estação de Carnaxide.

Eu junto-me à campanha de Balsemão porque também não quero pagar IVA!  Mas não pode é ser só o Balsas a não querer pagar… Por isso junte-se a este movimento!

 

Todos a cair…

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A tabela é com toda a razão preta e cinzenta, pois são essas as cores que melhor espelham os tristes resultados divulgados no último Bareme Imprensa e que revelam uma generalizada queda leitores dos media impressos.