Monthly Archives: Fevereiro 2012

Nem com apagão do Sol, Expresso vê luz ao fundo do túnel

Já há muito o tinha previsto aqui e concretizou-se. O Expresso já está a baixo dos 100.000 exemplares e terminou 2011 a perder quase 10% dos leitores que tinha em 2010, uma decadência que refecte bem o estado de quem o dirige.

O último boletim da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT) mostra que o Expresso nem sequer soube aproveitar o apagão do Sol, que já pouco mais vende do que papel suficiente para embrulhar as prendas de Natal lá em casa… Nem com um concorrente directo de tão fraca luz Balsemão conseguiu colocar o Expresso a vender mais e, assim, cada vez mais negro está o  futuro de um semanário que em tempos foi visto como uma referência… Hoje é mais visto como uma deferência: “Deixem lá o Sr. Balsas brincar aos Merdia…”

 

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Filho de Murdoch sai da presidência da News International

James Murdoch, filho de Rupert Murdoch, lá teve de abandonar a presidência da News International, filial britânica da News Corporation. Como se já não fosse bronca suficiente  o encerramento do News of the World, em julho de 2011, após o escândalo das escutas ilegais feitas pelo jornal, surgiu depois nova bronca no The Sun, desta feita por causa de subornos. Tudo boa gente, portanto… e por isso é lavado em lágrimas que recebo esta notícia da demissão do pobre James que já há algum tempo sabe que não será herdeiro dos comandos do concentrado de merdia de Murdoch.

Ler a notícia aqui

“Quem mente mais?”, um exemplar caso de Media que não é Merdia

Esta capa do Le Point é um bom exemplo do que não seria possível fazer em Portugal. Nas eleições francesas o Le Point coloca a pergunta que se impõe e é feita por larga maioria dos eleitores, não só em França, como em todos os países quando há sufrágios: Quem mente mais?

Mas o Le Point pode fazê-lo porque não só não venera o poder político, como dele não depende para ganhar uns trocos e essa independência é fundamental para que possa haver um jornalismo sério que coloque as questões que é preciso colocar… e esta é um exemplar caso disso mesmo.

Em Portugal, os Merdia “jamé” fariam tal coisa. Alguém imagina o Expresso de Balsemão, exemplo máximo de mistura entre interesses políticos e interesses particulares e que anda há anos a viver à conta do erário ou de benesses públicas (é vê-lo agora numa batalha sem fim para que não avance a privatização da RTP), a publicar tal pergunta numas próximas eleições?

Balsemão bem sabe que quando se depende do Estado ou quando se deve ao Estado aquilo que se tem não se pergunta sobre quaisquer candidatos “quem mente mais?”…

Trabalhadores da SIC não querem comer senhas

Não tarda, o Balsas lembra-se de convidar todos os trabalhadores para um lanchinho só para não lhes pagar o subsídio de alimentação

Com senhas e bolos se enganam os tolos… Balsemão – já celebrizado como o senhor do bolo – bem pode pensar que os seus trabalhadores são parvos e que vão na cantiga da senha para o almoço.

Ora, os  subsídios de refeição pagos não podem ser anulados e, além disso, quem, como Balsemão, acha que pode, sem o consentimento dos trabalhadores, substituir os subsídios de alimentação em dinheiro por senhas de refeições está a violar a lei, explica o Sindicato dos Jornalistas.

Na redacção da SIC já vários trabalhadores já enviaram para os recursos humanos e-mails a informar que não dão consentimento para substituírem o subsídio de refeição de Janeiro por senhas de refeição.

O Sindicato qualifica mesmo a medida que Balsemão quer impor como exemplo de implementação precipitada de soluções alternativas ao pagamento dos subsídios de alimentação.

Se a vontade de D. Balsas vingar pode sempre dar um tacho ao “Zé das Senhas”, personagem de um artigo de opinião publicado no Expresso  por Henrique Rasposo com um curioso título (que muito ganharia em coerência!): “O patrão é sempre um bandido, pá (e eu só passo senhas de almoço)

SIC à deriva

Balsemão e Marques seguem contentes, não sabem é para onde...

Se o mercado publicitário não evoluir não sei o que vamos fazer“, diz Luís Marques ao DN. Ou seja, o director-geral da SIC confessa que o canal de Balsemão está à deriva, sem estratégia e sem dinheiro para aguentar a mais que previsível não evolução favorável da publicidade.

Como não há dinheiro, não há palhaços – ou não deveria haver – e por isso a SIC poderá não conseguir ir ao mercado buscar os novos programas de entretenimento que queria  e lá terá de manter a grelha poupadinha (só a grelha, porque dinheiro houve para andar a fazer contratações milionárias), como a intitula o próprio Luis Marques.

Alexandre Pais: “40 anos, início de vida”

Para quem não sabe (e muito menos viveu) o jornalismo português dos “tempos heróicos” sem computadores, nem net e nem Google, um texto essencial de Alexandre Pais, na última “Sábado”…

“Tudo o que passa, passa na TSF”… até despedimentos lá passam

A TSF vai encerrar delegações e extinguir postos de trabalho. Esta notícia de merdia foi dada à Lusa por dois jornalistas da estação, mas  o diretor da TSF diz que o que há em curso é uma reorganização financeira…

Use-se os termos que se queira usar, facto é que  no caso dos jornalistas da TSF em Évora e Faro a “reorganização” vai levar ao fecho das duas delegações e foi-lhes já anunciada a extinção dos postos de trabalho nestes locais, por motivos de ordem orçamental.

RTP, tal com Balsemão, não paga a quem diz mal de quem lhe paga

O novo director-geral da RTP, apesar de ter um cargo imprevisto na lei, força em defender a nossa empresa de rádio e televisão como se fosse mesmo sua. Por isso, pelo visto, sugeriu, propôs, ordenou que o comentador Pedro Rosa Mendes – o mais censurado (e caro) dos censurados – fosse pastar para local mais ermo, depois de ter criticado de forma violenta o Governo, mas também, a RTP, e isto, aos microfones da rádio da RTP.

Só acha que isto são modernices, quem tiver memória curta. Lembrei-me logo do Carreira Bom, que foi corrido do Expresso porque o patrão Balsemão não gostou, exactamente, de uma crónica.

E o Câmara Corporativa também recorda a história:

Lembrando João Carreira Bom, despedido do Expresso pelo Dr. Balsemão:

“Ainda durante a sua actividade como jornalista do «Expresso», enfrentou outro grave problema em virtude de uma nota publicada na secção «Gente», em 29 de Setembro de 1984, com o título «O gosto pela fotografia», em que comentava o assédio de um antigo ministro a uma senhora casada que convidara para o seu aniversário na Quinta do Lago. Ao assumir a responsabilidade pela referida nota, João Carreira Bom foi alvo de um processo disciplinar movido pelo presidente do Conselho de Administração. Tal procedimento seria, aliás, considerado irregular e ilegal, dando origem a um movimento de protesto em que intervieram o Conselho de Redacção (na altura participado por Vicente Jorge Silva, Joaquim Vieira e José Júdice) e pela Comissão de Trabalhadores (de que participavam José Mário Costa e Teresa Schmidt), que apelaram à intervenção do Sindicato dos Jornalistas junto da Inspecção do Trabalho.”

“Já depois de ter deixado o exercício efectivo da profissão de jornalista, João Carreira Bom distinguiu-se como colaborador do «Expresso», assinando semanalmente a coluna «Afectos», de parceria com o cartunista António. Esta coluna, iniciada em 1990, seria abruptamente interrompida em 1997, após a publicação de um texto intitulado «O Patriota», em que fazia a caricatura em traço grosso do «patrão» da SIC.”

Caso Domingos: Manipulação à vista

Nos bastidores merdiáticos corre já que se está a preparar uma “lenda” para a estória do Domingos.

Prontas a aparecer estão umas fotos de Domingos Paciência com gente do Porto. Ora, o MERDiA sabe que o filho do Domingos joga nos juniores ou juvenis do Porto e que ele foi ver um jogo dele um destes fins-de-semana. Agora, vão tentar usar imagens dele nessa ocasião para mostrar que se encontrou com dirigentes portistas…

Uma mentira, mas que já anda a ser vendida junto dos nossos merdia.

Pergunta a António Costa: Quantos do Económico vão para a Alemanha?

Tweets

Serviço público. Depois da notícia do Economico. Mais de oito mil portugueses concorreram aos empregos da cidade alemã economico.sapo.pt/noticias/mais-…

 

O António Costa publicou este tweet. O que gostava mesmo de saber era quantos dos portugueses que concorrem são empregados do Económico, que está num processo de mandar gente embora… Talvez num próximo tweet o director do Económico possa dar resposta a esta pergunta…