Monthly Archives: Outubro 2011

RTP despede jornalistas públicos

Se para a os jornalistas públicos ja era uma merdia ficarem sem subsidio de férias e de natal, as notícias agora não são as melhores. O governo já aprovou o plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP.  E uma medida  é a rescisão da empresa com 300 trabalhadores, que irá iniciar-se em Novembro.

Vai assim começar  “novo plano de apoio às saídas voluntárias” de funcionários do grupo. “Não será apenas um plano de rescisões, mas também de mobilidade de trabalhadores para as novas empresas a criar”, diz Guilherme Costa. Ou seja, vão pôr os trabalhadores a mexer, seja para a rua seja para outro lado…

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The Guardian abre loja… de produtos biológicos

Uma notícia estranha esta que espelha o aperto financeiro em que alguns media estão metidos. A diversificação do negócio dos merdia é uma tendência global, mas o The Guardian leva o conceita a um extremo no mínimo caricato.

O The Guardian planeia abrir uma loja no centro de Londres, para gerar mais receitas e minorar as perdas anuais  (mais de 49 milhões de euros), revela o The Daily Telegraph. E na loja vão ser vendidos, pasme-se: produtos de cariz biológico e que respeitem o meio ambiente.

Uma solução criativa, depois de nos últimos anos ter dispensado mais de 300 profissionais da sua redacção e ter mesmo ponderado acabar com a  edição impressa, centrando-se apenas na digital.

Por cá, Belmiro de Azevedo que tenha cuidado! Balsemão pode bem ter a ideia de avançar para um negócio de supermercados para resolver o buraco da Impresa…

Balsemão diz que não, e a gente acredita?

“Não é verdade”. Balsemão, quiçá acometido por um lapso de memória, nega que haja interesse da Globo em entrar no capital da SIC e vai mesmo mais longe: “Não houve conversas, tem havido muitas perspectivas, nomeadamente no âmbito da produção. Neste momento será o único caminho”. Já a Globo, diz também que “não, mas não temos nada contra”.

Para avivar a memória de Balsemão vou me dar ao trabalho de republicar o que aqui escrevi há dias. E é sempre bom recordar também o almoço no Estoril entre Balsemão e Roberto Marinho, revelado pelo Correio da Manhã e não desmentido.

Indignada com Balsemão, Globo contra-ataca e quer controlar Impresa

Depois de Balsemão e Roberto Irineu Marinho terem estado, em Julho, a  almoçar num restaurante no Estoril, os brasileiros ficaram desagradados com a proposta de Balsemão, de entrarem na Impresa como minoritários (sendo apenas maioritária a elevada quantia de dinheiro que teriam de injectar na Impresa para D. Balsas gerir a seu belo prazer – especialista que é em gerir empresas com o dinheiro dos outros).

A Globo não perdeu tempo a fazer uma contra-proposta e estão agora dispostos a negociar a compra de 51% da Balseger, holding que controla a Impresa. Ou seja, ao invés de parvos, coomo Balsemão devia supor, são pragmáticos e se é para pagar então querem ser eles a gerir.

Balsemão é que parece não estar disposto a abdicar do trono desse modo até porque sabe bem que um cenário desses iria obrigar a uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Impresa. E agora vai fazer tudo para manter o controlo nas suas mãos e dos seus descendentes.

“A vender, seria tudo”, diz uma fonte citada pelo Diário Económico. Isto porque Balsemão bem sabe dos problemas financeiros em que mergulhou a Impresa e, por isso mesmo, desesperado, procurou caridade junto dos brasileiros. A alternativa são investidores angolanos. Talvez os mesmos que têm usado Balsemão para preparar uma ofensiva ao BCP através de um alto voo InterOceânico.

Já sobre  o acordo de co-produção entre a estação brasileira e a portuguesa e a inauguração da sede da Globo em Lisboa:

Globo quer casar com SIC por conveniência

A Globo está interessada em criar “uma joint-venture com a SIC para produção própria e, quem sabe, para vender para fora, por exemplo para os canais cabo”, mas pelos vistos esse é o bilhete a pagar, como revelou ao CM Marcelo Spínola, responsável do grupo, para entrar no mercado europeu e africano.

A Globo vê Portugal (neste caso Carnaxide) como “o lugar natural e estratégico para a entrada na Europa”, ou seja a empresa brasileira tem como objectivo aproximar-se “dos parceiros portugueses e continuar o plano de expansão para outros mercados”, como Angola, Moçambique e Cabo Verde.

Esta visão utilitária de um grupo de media português faz sentido do ponto de vista da Globo, mas só a ingenuidade portuguesa (neste caso de Balsemão) a autoriza. Os grupos de media portugueses têm de perceber que estão de facto numa posição privilegiada, que a própria Globo reconhece, para alargarem a sua influência, sobretudo, em África, ao invés de servirem apenas de rampa de lançamento para que outros grupos internacionais o façam.

Mas Balsemão não parece estar interessado nesta visão mais estratégica, basta-lhe, pelo que se tem lido, ser para a Globo um mero intermediário na ligação Brasil-Àfrica (alimentada a novelas brasileiras no prime-time da SIC) e ser para outros parte da ligação interoceânica Angola-Portugal, que tem no controlo do BCP destino final.

TV: O fim dos políticos avençados?

Estrela Serrano, no blog “VAI E VEM“, fala da instrução do Governo à RTP para que deixe de pagar avença a titulares de cargos públicos que participam em programas como comentadores. Não podia estar mais de acordo com as ideias defendidas por Estrela Serrano que não contesta a medida, mas contesta a justificação dada pelo executivo, que a enquadra na contenção de custos.

O assunto merece uma discussão séria e sob outro ponto de vista. Como bem diz Serrano:

“A participação desses comentadores  em  programas de comentário político  é parte  do seu trabalho, não se percebe porque razão devem ainda ser pagos”.

Estrela Serrano vai mais longe e defende que a mesma medida se estenda às TV’s privadas:

“A questão do pagamento a comentadores que são simultaneamente dirigentes políticos ou desempenham funções públicas e nessa qualidade possuem colaboração fixa nos média em espaços de opinião, por definição não sujeitos a edição jornalística, não se coloca apenas à televisão pública e não deveria ser fundamentada apenas por questões de poupança”.

“(…) a  presença dos actores políticos, estejam  no governo ou na oposição, é  já assegurada através da cobertura jornalística das suas actividades públicas e em debates e entrevistas, sem necessidade de lhes serem atribuídos espaços próprios remunerados”. 

“Ter políticos “avençados” como comentadores não é muito saudável nem para a democracia nem para o jornalismo”.

De facto, acho que para promiscuidade entre media e política já bastam bem as manobras de bastidores conhecidas dos menos desatentos. As TV’s, públicas e privadas, oferecem visibilidade a actores políticos, e esta é já paga suficiente (nalguns casos, dado os disparates que se ouvem, mais que suficiente). Qualquer remuneração desse trabalho de comentarista é um verdadeiro disparate e pode suscitar mesmo outras leituras.

Vamos ver se  se todas as TV’s têm “tomates” para deixar de ter políticos avençados. E estou especialmente curioso com a atitude da SIC, pois Balsemão tem, já se sabe, por hábito ser generoso com a família e amigos. Que jeito dá à SIC ter políticos  na folha de pagamentos?

Ler aqui o post de Estrela Serrano

ERC: Trapalhada à portuguesa

A eleição de Rui Gomes, Luísa Roseira, Arons de Carvalho e Raquel Alexandra à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) fica marcada por mais uma trapalhada à boa maneira portuguesa.

A ERC é um bom espelho do estado de merdia a que chegámos neste país. Supostamente o presidente da ERC é proposto pelos quatro membros eleitos pela Assembleia, mas neste país de faz-de-conta a coisa não funciona assim. Sabemos já que por vontade política Carlos Magno será presidente da ERC, e agora os eleitos dizem que não foram mandatados a cooptar o jornalista para presidente do órgão regulador, mas disseram que o nome reúne consenso.

Ou seja, agora vão fazer de conta que são eles que propõem  a cooptação do quinto elemento, que assumirá as funções de presidente…

Balsemão quer dinheiro do BPP, mas Passos não dá

O Estado diz que Balsas não tem direito a reclamar… Se no final do mês passado Balsemão deu a Passos Coelho nota 14, agora o primeiro-ministro não lhe dá nota alguma…

Balsemão só pode estar mesmo à rasca de dinheiro, só pode… Noutro caso não lhe passaria pela cabeça ter a lata de querer agora reaver dinheiro os 4,7 milhões de euros que ele a família tinham no BPP, visto durante anos como o banco de Balsemão, que sempre demonstrou grande cúmplicidade com administração de Rendeiro.

Balsemão e a respectiva família invocaram, pela primeira vez, a qualidade de credores, mas o Estado diz que lhes falta qualidade.

A posição do Estado no processo de falência é clara. Os 4,7 milhões de euros, nunca foram reclamados, apesar de a Comissão Liquidatária do banco os reconhecer, além de que Balsemão foi accionista da Privado Holding, com 6,5%, das acções, e ao ter uma relação privilegiada com o banco não tem direito a reclamar créditos.

“Que merda de vida! Que fiz eu para merecer este castigo?”, estará agora a dizer Balsas.

Murdoch com consciência pesada

Para limpar a alma dos pecados cometidos, Murdoch decidiu agora dar valor das últimas vendas do News of the World a obras de caridade. No total são 3,2 milhões de euros, valor que o magnata dos media acha, pelo visto, ser suficiente para pagar o mal feito.

Por cá, há quem veja na Esperança penitência semelhante para expurgar da alma os pecados…

Tiragem de ficção

Pena é que nessa ultima edição do News of The World Murdoch não tenha adoptado o mesmo esquema usado no The Wall Street Journal (pérola do grupo News Corp) para aumentar ficticiamente a circulação do jornal. Sempre ia mais dinheiro para caridade…

 

 

CMVM desnuda Balsemão

Balsemão foi apanhado em falso e agora ganhou mais um ódio de estimação para a caderneta. A CMVM, pressionada por poder ser vista como responsável por fugas de informação, veio sacudir a água do capote e revelar que os dados relativos ao caso que opõe a Ongoing e o grupo de Pinto Balsemão, que surgiram há dias na imprensa,  foram divulgados por advogados da Impresa e, mais grave, o que surgiu em público, são reproduções parcelares e não contextualizadas das Informações internas da CMVM.

A denúncia vem pôr a nú o hábito de Balsemão em manobrar nos bastidores, o que para os menos atentos pode ser um choque. Os largos anos de experência como manobrador profissional de pouco servem, no entanto, quando se age e reage mais com o coração do que com a cabeça, e isso é fatal para quem manobra.E  Balsemão tem dado provas, nos últimos tempos, de andar de cabeça perdida.

Desta vez Balsemão fez tudo de um modo muito amador e precipitado. Espero que tenha aprendido e melhore a técnica, afinal é um dos maiores especialistas nacionais na matéria. Se não podermos confiar na qualidade das manobras de bastidores de Balsas, em quem podemos confiar?

Ver aqui a notícia

 

Cavaco e a Graça Divina

“Graças a Deus, há alguma coisa em expansão no nosso País”,  a frase é de Cavaco Silva, sobre o aumento do número de categorias nos prémios Gazeta. Uma frase humorística, num discurso em que o sério Presidente da República tentou fazer um número à moda dos seus congéneres norte-americanos, nos encontros com a imprensa estrangeira.

Eu acho esta frase muito grave,  porque é a confissão da impotência do Presidente e do Governo em fazer qualquer coisa expandir no País…

 

Cofina: Mais jornalistas na Merdia

A Cofina “está a fazer abordagens selectivas a jornalistas com vista ao respectivo despedimento, nomeadamente no diário desportivo Record e no sector das revistas”. A denúncia é do Sindicato de Jornalistas (SJ) que alerta assim para o facto de o grupo liderado por Paulo Fernandes se preparar parab mandar mais jornalistas à merdia…

Embora a Cofina diga que “não faz despedimentos ilegais e não tem em curso qualquer plano de despedimentos”, “faz uma gestão dinâmica dos seus recursos humanos, quer em termos de contratações, quer em termos de dispensas”… E neste caso a dinâmica de alguns jornalistas vai passar pela porta da rua!