Monthly Archives: Setembro 2011

Indignada com Balsemão, Globo contra-ataca e quer controlar Impresa

Depois de Balsemão e Roberto Irineu Marinho terem estado, em Julho, a  almoçar num restaurante no Estoril, os brasileiros ficaram desagradados com a proposta de Balsemão, de entrarem na Impresa como minoritários (sendo apenas maioritária a elevada quantia de dinheiro que teriam de injectar na Impresa para D. Balsas gerir a seu belo prazer – especialista que é em gerir empresas com o dinheiro dos outros).

A Globo não perdeu tempo a fazer uma contra-proposta e estão agora dispostos a negociar a compra de 51% da Balseger, holding que controla a Impresa. Ou seja, ao invés de parvos, coomo Balsemão devia supor, são pragmáticos e se é para pagar então querem ser eles a gerir.

Balsemão é que parece não estar disposto a abdicar do trono desse modo até porque sabe bem que um cenário desses iria obrigar a uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Impresa. E agora vai fazer tudo para manter o controlo nas suas mãos e dos seus descendentes.

“A vender, seria tudo”, diz uma fonte citada pelo Diário Económico. Isto porque Balsemão bem sabe dos problemas financeiros em que mergulhou a Impresa e, por isso mesmo, desesperado, procurou caridade junto dos brasileiros. A alternativa são investidores angolanos. Talvez os mesmos que têm usado Balsemão para preparar uma ofensiva ao BCP através de um alto voo InterOceânico.

Expresso fantasioso

Na guerra Imprensa-Ongoing, que tanta tinta tem feito correr, com troca de acusações de ambos os lados, parece que já vale tudo, até falar em sondagens sobre a polémica que só quem as revela conhece.

Henrique Monteiro começa assim o seu mais recente artigo de opinião: “As peripécias reveladas pelo Expresso acerca das secretas têm tido duas leituras: uma, desvaloriza-as, dizendo que se trata de uma mera guerra entre Impresa e Ongoing. Outra, maioritária, sublinha o total descontrolo nos serviços de informação da República, exigindo o cabal esclarecimento do caso”.

Ora o Henrique sabe, tão bem como eu, que há regras muito claras para a divulgação de sondagens nos jornais. Onde está a ficha técnica da mesma, é que eu gostava de saber como calculou a maioria de que fala para sustentar as suas ideias. O inquirido foi Balsemão, o próprio Henrique Monteiro e um paquete? Ou será que imaginou? É que se foi esse o caso, em nome da transparência, devia ter começado o seu texto por “Eu imagino…” e podia ser até que a moda pegasse e fizesse escola no Expresso, onde imaginação não tem faltado, ao longo dos anos.

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Portugal, o país da ficção

Numa altura em que muito se quer discutir o estado do país real, esta notícia revela que, na verdade, os portugueses parecem não querer aceitar a proposta e preferem andar entretidos com novelas.

Portugal é o país da ficção. “Entre os 11 países que integram o Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva (Obitel), Portugal é aquele que, em 2010, mais produziu ficção para horário nobre” perfazendo um total de 1.071 horas, revela uma pesquisa da Obitel.

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Balsemão desligou Morais Sarmento

Paulo Pinto Mascarenhas, num artigo de opinião que assina no Correio da Manhã, explica os motivos pelos quais acabou o programa de Morais Saramento na SIC Notícias:

“O presidente da Impresa, Francisco Balsemão, não aguentava mais ver o antigo ministro do PSD no programa ‘Contraste’, moderado pela jornalista Ana Lourenço. Tudo porque Morais Sarmento se tornou presença assídua nas notícias como advogado do ex-superespião e actual quadro da Ongoing Silva Carvalho. Solução rápida: acabou-se o programa em que o social–democrata se confrontava com o socialista Francisco Assis”.

Estranho… não é Balsemão que diz que não usa os seus media com motivações pessoais?

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ERC à portuguesa: Conselho regulador deve ir sendo substituído

Azeredo Lopes é o típico português que acha que as coisas devem ser feitas devagarinho para manter a estabilidade. Esta atitude do ir fazendo,  ir andando e ir pensando tem dado os resultados que se têm visto, por isso ainda me pasmo cada vez que alguém advoga transições moderadas.

O presidente do conselho regulador da Entidade para a Comunicação Social (ERC) defende a substituição parcelar dos membros da entidade. E diz que este processo “simples” facilitaria a “continuidade institucional” da mesma, uma continuidade só desejada por quem lá está, ou que não estando controla,  e que assim ganhava mais tempo.

Azeredo Lopes acha melhor que ao invès de “a cada cinco anos saírem todos” os membros do regulador, seja criado um sistema em que “ao fim de dois anos e meio, três, saiam por exemplo duas pessoas”. Ou seja em vez de mudanças na estrutura a cada 5 anos, fundamental para evitar vícios, o responsável acha que isto vai melhor com transiçõezinhas moderadas, tudo em nome da estabilidade, palavra cara a quem tem poder e dele não gosta de abrir mão.

Porque não aproveitar esta lição sábia e fazer também funcionar assim o Governo e a Presidência da República. Eleições intercalares para os ministros irem sendo substituidos  e no caso da Presidência pode-se sempre começar por substituir a primeira dama de 15 em 15 meses, tudo em nome da estabilidade, como é evidente…

Governo australiano investiga Media

O Governo da Austrália vai investigar os meios de comunicação, após o escândalo das escutas telefónicas no jornal britãnico News of the World.

Stephen Conroy, ministro da Comunicação, revela que a investigação vai centrar-se nos meios impressos e digitais, bem como no papel dos organismos de auto regulação.

Por cá os nossos merdia portugueses também deviam ser alvo de igual medida, isto se queremos de facto media livres e transparentes, mas para alguns, em particular os patrões dos concentrados,  isto era capaz de não ser uma boa notícia, mas era capaz de dar boas manchetes.

 

Bolsa: Grupos Media perdem receitas

Não está fácil a vida dos merdia portugueses. Só no primeiro semestre de 2011 os três grupos de media cotados em bolsa (Impresa, Cofina e Media Capital, perderam 14.4 milhões de euros em receitas (sendo mais de metade provenientes da publicidade).

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Balsemão em Stand By

Esta é uma atitude que de acordo com os Verdes continua a não ser a melhor amiga do ambiente, porque continua a consumir energia, mas Balsemão é incapaz de desligar a RTP e prefere ficar em stand by.

Balsemão vai aguardar pelas conclusões do grupo de trabalho que estuda o conceito de serviço público de comunicação social para se pronunciar sobre o que está em cima da mesa para a RTP, por isso decidiu adiar para “momento oportuno” um comentário.

 

RTPN passa a RTP Informação

RTP Informação vai ser, a partir de 19 de Setembro, o novo nome da RTPN. A mudança inclui ainda uma nova grelha e uma nova imagem.

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A SIC é da Ongoing?

"Estarei a ler bem?"

A “Ongoing não vai à privatização da RTP”, “porque a televisão da Ongoing é a SIC”.

Estas palavras do Nuno Vasconcellos deixam-me baralhado. Então a SIC não é do Balsemão?

O Balsas seguramente não sabe que “a televisão da Ongoing é a SIC”…E deve estar estupefacto por só agora o informarem. Até porque tem andado nos últimos tempos a fazer campanha desesperada para evitar a privatização da RTP e, depois desta novidade, talvez já pense que na conversão da televisão pública em privada pode estar a solução para ter um canal dele….

Ler aqui (via Estado Sentido)