Balsemão à mesa com Globo… RTP, a cereja no topo do bolo

Balsemão e Roberto Irineu Marinho estiveram a almoçar num restaurante no Estoril, com as relações entre a Impresa e a Globo e, segundo o Correio da Manhã, também  uma compra pela TV Globo  da participação da Ongoing a constarem no menu. Mas a  RTP foi certamente tema de conversa e é a cereja no topo do bolo.

Embora a eventual intenção de Balsemão de colocar, via TV Globo, a indesejada Ongoing fora da Impresa, pareça credível, há também outra possibilidade que não pode ser descartada, como nos ensina a história dos media portugueses, a que Balsemão, por todas as más razões e mais algumas, está intimamente ligado.

A Balsemão pode interessar convencer Marinho a avançar para a compra da RTP. Era um excelente negócio para Balsemão que assim ficava com um aliado na concorrência, uma aliança pessoal para controlar o mercado de TV. E os portugueses ganhavam uma carrada de novelas brasileiras para se entreterem e esquecerem as agruras da vida e as dificuldades do país.

De resto a história tem sólidos fundamentos. Basta lembrar que, no final da década de 70, inícios da década de 80, quando Balsemão tinha a cargo a Comunicação Social procurou entregar a RTP a Roberto marinho (pai do actual), fazendo-o entrar pela porta das traseiras (RTP 2 e a publicidade).  O fundador da Globo chegou a vir a Portugal mas acabou por ser ignorado e viu frustrada a promessa feita por Balsemão de ser condecorado por Ramalho Eanes.

Agora, Balsemão pode querer compensar o seu amigo pela  desfeita da altura a Roberto Marinho  e lançar um ataque concertado à RTP, que vê como uma ameaça ao status quo (que ainda assim coloca a SIC à rasca). Balsemão já mostrou publicamente que está com medo da concorrência na TV se esta chegar às mãos da Ongoing, da Cofina ou de ambas como tem sido avançado.

E ainda havia mais uma vantagem em cima da mesa para esta jogada, o facto de SIC e Globo estarem interessadas em criar uma joint-venture para produção de conteúdos. A Globo está disposta por essa via a usar a SIC para entrar no mercado europeu e africano, num belo casamento por conveniência.

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