Monthly Archives: Junho 2011

Balsemão perde em tudo

Pobre Balsemão...

Balsemão não podia ter começado pior 2010, até Abril conseguiu a proeza de  perder em quase todos os seus projectos de merdia. A SIC tem sido a desgraça que se sabe (até perde trabalhadores), o Expresso cai a pique e já está abaixo dos 100.000, a Visão e a Exame perderam quase um quarto dos leitores.

O ‘Expresso’, com uma média de 95 777 exemplares por edição, continua no seu trajecto descendente e caiu 7,4%. A ‘Visão’ foi ultrapassada pela ‘Sábado’ e o tombo impressiona: 21,9%.

Nas publicações económicas outra desgraça, enquanto o  ‘Diário Económico’  e ‘Jornal de Negócios’ registam subida de vendas, a  revista ‘Exame’ chumba no teste e perdeu 22,5% de  leitores. E mesmo as revistas de TV, que semanalmente dão conta do descalabro da SIC, apesar de subir, a ‘ TVMais’ continua atrás da  ‘TV 7 Dias’  e da ‘TV Guia’.

Balsemão tem mesmo queda para as audiências…

Dados que estão os números da Impresa pode ver os da restante imprensa aqui

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Balsemão na Lusa: “Mercado não tem condições…”

‘Mercado não tem condições…’, diz ele. Ou, será ele que não tem condições para o mercado? Vendo as contas, é mais a segunda hipótese.

Mercado da televisão aberta não tem condições para novo ‘player’ – Balsemão
O fundador do PSD e presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, considerou hoje que o mercado da televisão aberta em Portugal não tem condições para a entrada em cena de um novo ‘player’ privado.

 

Jaime Antunes é o novo dono do jornal i

O Grupo Lena lá conseguiu finalmente por um ponto final no controlo (pelo que se tem sabido, era mais descontrolo) do jornal “i”.  O diário passa a ser detido por uma empresa liderada por Jaime Antunes, a partir de 1 de Julho.

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Balsemão manda mais 20 para a rua

Esta semana vinte trabalhadores da SIC vão receber guia de marcha amigável para sair da estação. Com mais um “Processo de Rescisões por Mútuo Acordo” Balsemão continua a conjugar de um modo original o verbo despedir: Eu despeço, tu despedes-te, eles despedem-se…

Nova vichyssoise de Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa voltou a servir ao país, e em particular a Passos Coelho, mais uma vichyssoise.

Muitos se lembram ainda de Paulo Portas a contar na televisão uma história sobre Marcelo Rebelo de Sousa e a dizer que este o tinha enganado, ao descrever-lhe uma reunião partidária inexistente, e tendo mesmo detalhado que tinha sido servida ao jantar a já célebre sopa fria francesa. O episódio significou o fim da segunda AD, antes de avançar.

Marcelo, neste domingo, voltou-lhe a fugir o pé para a chinela e não resistiu à tentação (após, ao que dizem, inconfidência de Marques Mendes) de anunciar ao país que Bernardo Bairrão ia integrar o Governo. A imprudência de Marcelo e Mendes provocou com isso, depois do caso Nobre, mais uma trapalhada para Passos Coelho resolver, com o chumbo da nomeação de Bernardo Bairrão para o Governo.

INGREDIENTES: * 3 alhos franceses (só a parte branca) * 1 cebola * 2 colheres de sopa de manteiga * 1 litro de caldo de galinha * 4 batatas * 200 grs. de natas * sal * pimenta * noz-moscada * cebolinho ou agriões CONFECÇÃO: Pique a parte branca dos alhos franceses com a cebola e leve a cozer em lume brando juntamente com a manteiga. Regue com o caldo de galinha e junte as batatas cortadas em quartos. Quando as batatas estiverem cozidas, passe tudo por um passador muito fino ou bata no copo misturador. Adicione as natas e tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Pique um molho de cebolinho ou as folhas de um molho (pequeno) de agriões e junte à sopa. *Embora esta sopa seja geralmente servida fria, pode também ser servida quente.

Quanto vale uma águia na mão?

Miguel Pais do Amaral está, pelo visto, quase a chegar a acordo com o Benfica para comprar os direitos televisivos dos jogos da Liga em casa, nas próximas cinco épocas, e disposto a pagar 30 milhões de euros por temporada.

Joaquim Oliveira está, no entanto, com a àguia na mão…  A Olivedesportos tem direito de opção e pode cobrir a jogada de Pais do Amaral, mas passar dos actuais 9 milhões/ano para 30 deve estar a causar arrepios, ainda que Joaquim Oliveira saiba que a intenção de Pais do Amaral é criar um canal desportivo concorrente da Sport TV.

Bairrão fora do Governo e da Media Capital

O que ontem era notícia, ontem deixou de ser… Bernardo Bairrão ia sair da Media Capital (saiu mesmo) para assumir o cargo de secretário de Estado adjunto do Ministro da Administração Interna, mas acabou por ficar fora da empresa que controla a TVI e sem tacho no novo Governo.

O próprio já veio dizer que não vai regressar à Media Capital (embora isto valha o que vale): “Ainda vou discutir o assunto com os outros administradores e com os acionistas, mas uma pessoa tem de ser consequente com os seus actos. Não faz sentido voltar depois de ter apresentado a demissão de funções. A saída da Media Capital é irreversível”.

O Ministro Miguel Macedo invocou «razões políticas e pessoais» para a exclusão do ex-adminitrador-delegado da Media Capital da lista de secretários de Estado, mas entre essas razões está, pelo que se diz, o facto de Passos Coelho não ter gostado nada de ver Marcelo Rebelo de Sousa armado em porta-voz do Governo e a anunciar, em directo na TVI, um membro do novo Executivo e também a posição de Bairrão contrária à privatização da RTP ( já assumida por Passos Coelho como um objectivo do Governo), embora este último argumento seja estranho dado que quando o convidaram já sabiam que tinha essa posição, aliás toda a gente sabia porque o afirmou publicamente.

Expresso faz censura em nome do “interesse nacional”

O novo estatuto editorial do Expresso revela uma mudança grave na relação do jornal com a realidade do país. Pode Passos Coelho ficar agora descansado porque passamos a saber que o jornal de Balsemão compromete-se a não publicar “notícias que mereciam ser publicadas em lugar de destaque, mas que não devem ser referidas, não por auto-censura ou censura interna, mas porque a sua divulgação seria eventualmente nociva ao interesse nacional”, seja este interesse qual fôr…

Balsemão devia explicar bem explicado o que é nocivo ao interesse nacional e devia também dizer como pode um jornal ignorar “notícias que mereciam ser publicadas em lugar de destaque” , mas que por via de uma clara censura (sejam quais forem os motivos apontados é mesmo disso que se trata), o Expresso terá a gentileza, ao serviço de um qualquer interesse nacional, de não publicar.

Este é um grave atentado à liberdade de imprensa, de que tanto Balsemão se diz defensor (só tem acreditado quem quer). E ao que parece, pelo que se pode ler no ponto 7 do estatuto editorial, assume-se também como paladino da moral e bons costumes. Fiquem os leitores do Expresso a saber que notícias “do crime e do sexo às baixezas da vida política e económica” não terão lugar com insistência nas páginas do jornal… E tudo para proteger “o jornalismo de qualidade que sempre pretendeu fazer” e também para não enganar ou abusar da boa fé dos leitores (este último argumento ultrapassa o ridículo)…

Fiquem, por isso, também descansados todos os que se movimentam com condutas impróprias nos corredores do poder político e económico, pois o Expresso não vai publicar as “baixezas da vida política e económica”….

Em baixo ficam, na íntegra, os dois pontos dos estatutos:

“(…) 7. O Expresso sabe, também, que em casos muito excepcionais, há notícias que mereciam ser publicadas em lugar de destaque, mas que não devem ser referidas, não por auto-censura ou censura interna, mas porque a sua divulgação seria eventualmente nociva ao interesse nacional. O jornal reserva-se, como é óbvio, o direito de definir, caso a caso, a aplicação deste critério. 

8. O Expresso sabe, igualmente, que a publicação insistente de determinados assuntos – do crime e do sexo às baixezas da vida política e económica – poderia aumentar a venda de exemplares, mas recusa-se a alimentar qualquer tipo de sensacionalismo que ponha em perigo o jornalismo de qualidade que sempre pretendeu fazer. Respeita, acima de tudo, os leitores e está consciente de que eles aceitam e desculpam os erros que o Expresso comete, mas que não lhe perdoariam se, deliberadamente, por acção ou por omissão, os enganasse ou abusasse da sua boa fé.”

Bernardo Bairrão sai da Media Capital

Bernardo Bairrão abandonou a da Media Capital. Troca assim as vantagens de ser administrador de um grupo de media para ser o próximo secretário de Estado da Administração Interna.

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Prisa, em dificuldades, vende activos “não-estratégicos”

Na Prisa continuam as dificuldades. O grupo de media espanhol vai agora vender activos “não estratégicos”, por um valor de cerca de 500 milhões de euros, no âmbito das medidas para fortalecer o balanço financeiro da empresa.

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