Monthly Archives: Maio 2011

Pais do Amaral joga forte no campeonato de Joaquim Oliveira

O mercado do futebol anda mesmo a agitar águas e além das notícias diárias sobre novas contratações nos principais clubes, também os merdia portugueses se agitam com novidades do mundo da bola.

Miguel Pais do Amaral é o novo dono da Worldcom, a empresa que detém os direitos de venda da Liga espanhola para Portugal, criada em nome dos pais de Rui Pedro Soares, em Dezembro do ano passado, revela o CM.

Além da Liga espanhola, a empresa já detém mais conteúdos desportivos. E se juntarmos a isto o facto de estarem a decorrer negociações  entre Miguel Pais do Amaral e a Benfica SAD, começa a ganhar dimensão a  intenção de Pais do Amaral  lançar um canal desportivo para concorrer com a Sport TV, de Joaquim Oliveira.

A bola começa a rolar com força também no campo dos merdia…

SIC: Don Balsas manda mais trabalhadores à merdia

Eu bem alertei aqui em Abril que a adesão de Balsemão ao espírito de Maio de 68 com intenção de levar “a imaginação ao poder” podia vir a ser um problema para os trabalhadores da Impresa.

Alguns devem estar recordados de Balsemão ter afirmado que gostava de ver implementada uma lei de trabalho com soluções “mais imaginativas” para fazer face a cenários de crise e a ajustamentos no número de trabalhadores, no debate “Portugal – Que Futuro?”, organizado pela Rádio Renascença, em Abril. Balsemão deixou, no entanto, a ressalva de que esta receita de emagrecimento não estava a ser pensada na Impresa… Pois é, esta vida dos merdia tem destas coisas, num dia dizem uma coisa, um mês depois fazem outra.

Rescisões pouco amigáveis… 

Sabemos hoje, pelo CM, que a SIC avançou já com um novo plano de reestruturação interna em que propõe rescisão de contratos de trabalho por mútuo acordo com os trabalhadores. Isto depois da estação de Carnaxide ter andado a fazer contratações milionárias.

Mas atenção que, à boa maneira da Máfia, a proposta amigável de Balsemão vem acompanhada de uma ameaça, caso os trabalhadores visados não aceitem o “presente irrecusável” que lhes está a ser oferecido: “em função do desfecho deste processo, a Comissão Executiva poderá implementar, ou não, outras medidas no âmbito da reestruturação relacionada com a área dos recursos humanos, eventualmente recorrendo a soluções previstas nas anunciadas alterações da legislação laboral”.

CM: SIC avança com novas rescisões

A SIC avançou ontem com um novo plano de reestruturação interna, que o Correio da Manhã teve acesso, em que propõe rescisão de contratos de trabalho por mútuo acordo com os trabalhadores, à semelhança do que já tinha feito em 2008.

Num comunicado emitido aos funcionários, a Comissão Executiva do canal de Carnaxide escreve que decidiu lançar um novo ‘Programa de Rescisão Amigável’, tendo em conta “a necessidade de a SIC efectuar um controlo continuado e rigoroso dos seus custos, especialmente considerando a actual preocupante crise económica.”

O plano propõe aos interessados rescindirem o contrato em troca de um “valor bruto igual a 1,25 vezes o valor médio da retribuição certa mensal, auferida nos últimos 12 meses, por cada ano de antiguidade”. O programa é aberto aos “trabalhadores com idade até 62 anos [inclusive], com contrato sem termo celebrado com as empresas SIC e GMTS há mais de 12 meses”. Não é aplicável a quem está em “situação de requisição, ausência prolongada ou com processos disciplinares em curso”.

O período de apresentação de pedidos de adesão termina já a 17 de Junho. No comunicado lê-se ainda que “em função do desfecho deste processo, a Comissão Executiva poderá implementar, ou não, outras medidas no âmbito da reestruturação relacionada com a área dos recursos humanos, eventualmente recorrendo a soluções previstas nas anunciadas alterações da legislação laboral”.

Recorde-se que, no programa de 2008, cerca de 50 funcionários rescindiram contrato com a estação.

Desta vez, a reestruturação surge pouco após a assinatura de mais de dez contratos de exclusividade. Além de Gabriela Sobral e Júlia Pinheiro, já assinaram pela SIC actores como Helena Laureano, Rogério Samora e Joana Santos, entre outros.

Contactado pelo CM, Luís Marques, director-geral da SIC, não quis fazer comentários.

PS: Neste caso, como soubemos ontem, Manuela Moura Guedes não tem razões para se preocupar. Está de certeza a salvo de qualquer rescisão porque ainda nem contrato assinou

Manela sem contrato

Afinal Manuela Moura Guedes ainda não pode tratar Balsemão por Patrão Balsas.

Mais uma contratação milionária anunciada por Balsemão, mas afinal ainda não o é. Soube-se hoje, no Correio da Manhã, que, apesar de “contratada” pela SIC em Novembro do ano passado, Manuela Moura Guedes ainda não assinou nada com a estação

A própria Manela não confirma nem desmente o que é, à boa maneira portuguesa, uma forma mais coloquial de dizer “nim”, uma palavra mais parecida com sim do que com não.

De acordo com o CM, a jornalista não recebeu ainda qualquer remuneração, pois o Patrão Balsas só quer contratá-la a recibos-verdes e  apenas durante a exibição do programa “A Rede Social”, ainda sem estreia marcada, depois de ter sido adiado por causa das eleições.

E sobre o assunto Luís Marques é claro: “Prefiro não me comprometer com datas”. Pois… na SIC ninguém se compromete, nem com as datas, nem com contratos. Importante é anunciar com toda a pompa e circunstância que se contrata, o papel ser assinado pouca importãncia tem…

Ronalda de Carnaxide não convence

Contratação milionária de Balsemão, a Ronalda de Carnaxide, não tem apresentado resultados que justifiquem tão cara aposta da SIC.

A “Querida Júlia” não é afinal assim tão querida dos espectadores, como se prova pelos meros 18,8%  de share na terça-feira, um valor que ajudou mais uma vez a estação de Carnaxide a ficar em 3º lugar nas audiências diárias.

Europa-Lisboa de volta à ERC

O processo de venda da rádio Europa-Lisboa,  a tal que Emídio Rangel queria comprar à Radio France International (RFI) e transformar em emissora de informação, voltou a entrar na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). A revelação é da  Meios & Publicidade:

…o processo deu entrada na última semana e deverá ser discutido em conselho regulador na próxima quarta-feira, dia 25.

Até ao fecho desta edição online não foi possível confirmar o nome do comprador. Contactado pelo M&P Luís Montez, apontado nos últimos meses como um possível interessado no caso do negócio com o grupo liderado por Emídio Rangel não se concretizar, disse apenas: “Não falo sobre isso.” Também contactado pelo M&P Christophe Petit, representante legal da RFI neste processo, não quis tecer nenhum comentário, invocando questões de confidencialidade“.

Sobe, sobe, desemprego sobe…

Num país habituado a não cumprir prazos e metas é de registar o “bom desempenho” em matéria de desemprego. Ao que tudo indica a previsão do Governo de 13% para o desemprego em 2013 vai já ser alcançada este ano…

“Sobe, sobe, desemprego sobe”, aquela que podia ser a versão actual da música popular de Manuela Bravo,é a triste banda sonora a que estamos votados. O desemprego não pára de subir e são já  689 mil os desempregados oficiais (valor que significa uma taza de desemprego de 12,4% no primeiro trimestre deste ano), mais 71 mil que no último trimestre de 2011.

Os dados agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), é verdade, são piores porque traduzem também uma mudança no método de contabilização do desemprego, mas a realidade, independentemente da contabilidade feita, é esta e é muito grave, é uma realidade de merdia.

Deloitte audita diário em agonia

A Deloitte começou já uma auditoria ao Diário de Notícias, a pedido do BCP, um dos principais credores do jornal de Joaquim Oliveira.

A ver vamos o resultado da mesma, mas uma coisa é certa, o BCP tem razões para estar preocupado.  O DN tem dado provas de muito pouca vitalidade… Dias há, durante a semana, que fica bem abaixo dos 20.000 jornais vendidos… um número claramente insuficiente para alimentar a máquina que mantém o jornal ligado à vida.

E lembrar que o DN foi um jornal de referência… Triste fado este dos merdia à portuguesa!

Expresso disfarça prejuízos de Balsemão

Linda a forma como esta notícia do “Expresso”, no caderno de Economia da última edição, usa os lucros da Cofina para tentar tirar visibilidade ao enorme “buraco” nos resultados da sua dona, a Impresa.

Estes péssimos resultados do grupo Expresso (que tem vindo a sofrer uma hemorragia de leitores e já desceu para 90 mil exemplares vendidos, bem longe dos 120 mil de há uns anos) talvez expliquem o mau humor de Pinto Balsemão e as razões pelas quais anda a falar em “notícias inventadas” que dominam a comunicação social portuguesa.

No DN, no texto “Uma Notícia Perigosíssima“, Ferreira Fernandes respondeu-lhe muito bem: “num jantar, Balsemão discursou e disse que grande parte das notícias “são rumores perigosíssimos”, vindos de gente que “inventa factos”.

Temos, assim, que o maior patrão de Imprensa (Expresso, SIC, Visão), e jornalista sábio e experimentado, disse que grande parte das notícias é inventada. E ninguém foi a correr falar do assunto com ele e esclarecer os leitores. E isso – essa ausência -, sendo perigosíssimo, não é infelizmente um rumor.”

TVI quer decapitar ainda mais a RTP

Já se ouve pelos corredores que a TVI vai buscar mais gente, de peso, à RTP. Rosa Veloso é uma hipótese avançada.

O mercado de transferências dos merdia televisivos portugueses volta, assim, a agitar, depois de Judite de Sousa, José Alberto Carvalho e Maria José Nunes terem já trocado a estação pública por Queluz e depois das contratações milionárias de Balsemão na TVI (onde foi buscar, entre outras “estrelas”, a Ronalda de Carnaxide e Manuela Moura Guedes).

Um nome de que se fala é o de Rosa Veloso, a jornalista que esteve, há uns anos, envolvida numa polémica por causa da sua nomeação para correspondente em Madrid, cargo que desempenha actualmente. Na altura, José Rodrigues dos Santos afirmou que a administração da RTP interferiu na nomeação de Rosa Veloso, decisão que, segundo defendeu, competia apenas à direcção de informação. E, por essas declarações, foi processado pela estação pública. Antes de estar na RTP, Rosa Veloso foi redactora e editora da Rádio Renascença.

As contratações de peso da TVI na RTP

Já bem instalados na TVI, Judite de Sousa e José Alberto Carvalho, tal como Maria José Nunes, não precisam, ao que parece, de esperar sentados a chegada de mais reforços vindos da RTP

José Alberto Carvalho, 43 anos, era director de Informação da RTP desde Janeiro de 2008, depois de ter sido subdirector de informação do canal público na equipa de Luís Marinho, que posteriormente passou a administrador da empresa. Começou a carreira televisiva na RTP, no Porto, mas mudou-se para a SIC aquando da sua fundação, em 1992, onde ficou até regressar à RTP em 2002. É agora director de Informação da TVI.

Judite Sousa, 50 anos, esteve cerca de 30 na RTP, era uma das principais caras do canal e ocupou cargos de direcção por diversas vezes. Actualmente integra a equipa de directores-adjuntos de Informação de Queluz.

Maria José Nunes era  directora-adjunta na RTP, tendo a seu cargo os meios de produção, e é agora directora-adjunta de informação na TVI.

Dinheiro Vivo de Oliveira era da RTP


Dinheiro Vivo, o nome do novo site da Controlinveste, é, curiosamente, o mesmo nome de um programa da RTP que era apresentado, na década de 90, por Paulo Fidalgo, rapaz que sempre apreciou boas relações com quem tem no dinheiro vivo ou mal-parado o seu grande negócio, como o BCP, por exemplo.

É estranho ninguém ter registado o nome… Aparentemente, nem a RTP, nem o próprio Paulo Fidalgo o fizeram e agora Joaquim Oliveira pode ir buscar o seu Dinheiro Vivo.

Este caso recorda-me o que aconteceu, há mais de 20 anos, com os jornais 1ª Página e 24 horas. Em comum, além de pertencerem ao mesmo grupo, os dois títulos tinham nomes que coincidiam com os de programas da RTP, sendo que o programa 1ª Página tinha, então, há muito deixado de existir.

Lançado em 1987, o jornal semanário 1ª Página, foi forçado, em tribunal, a mudar o nome para Notícias de 1ª Página, porque havia um registo feito pela RTP, relativo ao nome do tal programa informativo do canal. Já o nome 24 horas, usado pela RTP num telejornal, não estava registado, o que permitiu que fosse usado no jornal diário lançado na mesma altura.

Hoje é Joaquim Oliveira que aproveita o lapso da RTP e de Paulo Fidalgo para lançar mais um projecto de Media inspirado no nome de um programa da televisão pública. Caso para dizer que a nosso canal público presta assim um autêntico serviço público… à Controlinveste.