Grupo de Murdoch pede desculpa a vítimas de escutas do “News of the World”

As oito personalidades que viram os seus telefonemas interceptados por jornalistas do tablóide britânico “News of the World” (NoW) receberam já um pedido de desculpas e vão ser indemnizadas pelo grupo de media de Rupert Murdoch, que admitiu ainda que as escutas eram uma prática corrente do jornal.

Murdoch vai ter agora de abrir os cordões à bolsa para pagar indemnizações milionárias às vítimas. O pedido de desculpas, incluído num comunicado divulgado esta sexta-feira em Londres, vem contrariar a posição anterior da News International, que desde a revelação do escândalo, em 2005, garantiu sempre que as escutas tinham sido obra de um único jornalista.

No Público: Grupo de Murdoch pede desculpa aos que foram escutados por tablóide

A mudança de posição surge dias depois de um jornalista e de um antigo editor do jornal terem sido constituídos arguidos, no âmbito de uma nova investigação ao caso.

Segundo a BBC, o grupo criou um fundo de 20 milhões de libras (22 milhões euros) para pagar as indemnizações às vítimas das escutas, estando a prever oferecer a cada um dos visados uma compensação de cem mil libras (114 mil euros), o que indicia que admite reconhecer que mais pessoas foram escutadas além das oito agora identificadas, como a actriz Sienna Miller ou o ex-ministro John Prescott.

O escândalo remonta a 2005, quando o jornalista que cobria os assuntos relacionados com a família real e um detective privado foram detidos e acusados de terem interceptado mensagens de correio electrónico de funcionários da Casa Real. A direcção do jornal, campeão de vendas no Reino Unido, garantiu que não tinha conhecimento das escutas, que atribuiu ao jornalista detido – uma tese que a empresa proprietária manteve até hoje, apesar de vários ex-jornalistas terem vindo depois admitir que a prática era corrente no jornal.

O caso acabou por beliscar o actual primeiro-ministro, David Cameron, que contratou para seu assessor (e depois porta-voz em Downing Street) David Coulson, director do tablóide à data das escutas. Quando o escândalo foi conhecido, Coulson deixou a direcção do jornal, mas negou sempre qualquer envolvimento no caso. Mas, sob a pressão de novas revelações, acabaria por pedir a demissão no início deste ano”.

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