Monthly Archives: Abril 2011

Ligações de Balsemão à Sonangol já dão frutos

As ligações interoceânicas de Balsemão aos angolanos, em particular à Sonangol, estão a dar bons resultados e o patrão da Impresa, sendo um homem generoso, partilha agora os resultados dessa nova relação com os leitores dos seus media.

As publicações da Impresa (Caras, Expresso, Visão e Volante) vão passar oferecer aos leitores vales de desconto na gasolina, em postos de abastecimento da Galp (que tem como accionista de referência a Sonangol).

No total, vão ser entregues mais de 1,2 milhões de vales de desconto de 6 cêntimos/litro válidos durante todo o mês de Maio.

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Rangel sem Rádio Europa

O negócio entre a Dreamradio, de Emídio Rangel, Zélia Raposo Fernandes e Jorge Schnitzer da Silva, e a Rádio Europa Lisboa não vai concretizar-se, revelam hoje diversos jornais diários.

Todos citam uma fonte oficial da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) que confirma que  “a Sociedade que opera a Rádio Europa Lisboa informou a ERC que o negócio com a Dreamradio não se concretizou”.

O motivo: falta de financiamento. Eram necessários cerca de quatro milhões de euros… mas Rangel não teve sucesso nessa empreitada.

Controlinveste à pesca de jornalistas na concorrência para novo projecto económico

A ver vamos que jornalistas dos concorrentes mordem o isco lançado por Joaquim Oliveira

O grupo Controlinveste está no mercado à pesca de jornalistas para o seu novo projecto económico e andou já a fazer convites nos sítios por onde André Macedo andou, especialmente no jornal i, mas também no Diário Económico.

No Verão de 2010, o grupo de Joaquim Oliveira escolheu André Macedo para liderar a nova área de conteúdos económicos a lançar este ano e que vem reforçar o concentrado de media. O projecto vai gerar uma marca própria que terá expressão num site e em todas as plataformas digitais e irá ainda colaborar com os jornais e revistas do grupo.

André Macedo foi director-executivo do jornal i, esteve no Diário Económico (como director), revista Sábado (chefe de redacção), Correio da Manhã (editor da secção de Política), revista Focus (editor de economia) e Record. Meios que estão agora sob a atenção da Controlinveste, interessada em recrutar alguns dos jornalistas com que André Macedo já trabalhou para integrarem a nova equipa.

Assim se agita o mercado de trabalho dos merdia à portuguesa.

Papeis: De rosa a laranja

“Portugueses apontam Sócrates como maior culpado da crise”. A manchete do Diário Económico de 20 de Abril é reveladora de um certo estado de alma ali para os lados da Rua Vieira da Silva.

Para o jornal, “uma esmagadora maioria de portugueses (86%) critica a actuação do Governo” e, por isso, dão nota negativa a Sócrates. Curioso é que também 86% acham que Cavaco devia ter sido mais activo… o que mostra claramente o estado de alma dos frequentadores da Rua de São Caetano à Lapa, onde certamente foi feito o estudo.

Se para o Económico este trabalho qualitativo “retrata o actual momento que o País atravessa e aponta as soluções políticas que devem sair das próximas eleições”, eu digo que retrata sim uma mudança de cor do jornal que deve estar prestes a sair para as bancas num novo e brilhante papel laranja.

Balsemão imaginativo

A imaginação do patrão Balsas deve estar a deixar preocupados os trabalhadores da sua Impresa.

Balsemão, tal como Cavaco, aderiu ao espírito de Maio de 68 com intenção de levar “a imaginação ao poder”. O problema é que os propósitos de ambos parecem ser muito nebulosos.

Balsemão afirmou ontem que gostava de ver implementada uma lei de trabalho com soluções “mais imaginativas” para fazer face a cenários de crise e a ajustamentos no número de trabalhadores, no debate “Portugal – Que Futuro?”, organizado pela Rádio Renascença.

“Estamos a gerir à semana”, disse, para de seguida alertar que a “conservação de postos de trabalho é fundamental”, mas (há sempre um mas), “quando ninguém sabe” o que sucederá no mercado, “a tendência é reduzir custos, e uma das soluções possíveis é dispensar pessoas”.

Claro está que deixou a ressalva de que esta receita de emagrecimento não está a ser pensada na Impresa (não é o que dizem sempre os presidentes de clubes de futebol antes de mandarem para a rua o treinador?).

Pérola das declarações de Balsemão: “Todas as empresas têm de ganhar dinheiro, se não fecham. E as empresas de media se não ganham dinheiro perdem independência, porque vão buscar esse dinheiro algures. E esse algures, chamemos-lhe assim, normalmente impõe condições”.

E que condições não devem impor os angolanos… Essas é que eu gostava de saber quais são, até porque o preço a pagar pelo bilhete do voo InterOceânico em que Balsemão embarcou não deve ser nada barato…

Graça Rosendo sai do Sol para a sombra

Primeiro saiu do Expresso para o Sol e agora muda para a sombra. Graça Rosendo vai deixar o semanário para abraçar um novo desafio profissional  que, ao que parece, não passa pelo jornalismo. Mas ainda não se sabe o que se esconde à sombra.

Graça Rosendo, com vários anos de tarimba, não tem passado despercebida pelos vários trabalhos de investigação publicados, tanto no Expresso, como no Sol. Chegou a ir recentemente a tribunal por causa da revelação das escutas do Face Oculta e, tem tido, ao longo dos anos, papel activo na divulgação de outros célebres processos.

O seu futuro misterioso é mais uma incógnita a agitar esta vida deprimida dos merdia à portuguesa…

Balsemões: Eles comem tudo

Esta é seguramente a melhor banda sonora para a polémica que nestes dias agita a Impresa de Balsemão. A Ongoing bem pode dizer a propósito da família Balsemão: “Eles Comem tudo, eles comem tudo, e não deixam nada”.

Agora o tribunal que resolva o que o bom-senso de Balsemão é incapaz de resolver.

Para filandeses: Media portugueses estão nervosos

“Alguns sectores dos media portugueses estão a reagir de forma nervosa às notícias de ganhos de votos para o partido populista True Finns Party, por recearem a perspectiva de veto do resgate a Portugal, por parte do próximo executivo finlandês”, dizem os media finlandeses.

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O poder político dos media sociais

Twitter, Facebook and YouTube são hoje cruciais em quaisquer campanhas presidenciais. Sinal deste tempo, Obama que, anunciou a sua primeira candidatura à presidência dos EUA nas televisões, revela agora a recandidatura nos media sociais.

Se antes, por ser desconhecido, tinha de surgir às massas, hoje está sobretudo interessado em manter a massa de apoio e recorre por isso a meios mais informais e próximos dos eleitores, para gerar cumplicidades.

Seja qual for a condição de partida, os media sociais ganham crescente importância política (em Portugal, que o digam Fernando Nobre e Passos Coelho…).

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Balsemão normaliza relação com angolanos

Balsemão disfruta agora de ligações regulares a Angola. À boleia de voos interoceânicos, prepara já um grupo de media com nome bem a propósito deste novo rumo que dá aos seus negócios.

Curioso ângulo de abordagem, que vem de Angola, sobre a recém anunciada criação por Balsemão de um grupo de media angolano em parceria com a Finicapital – empresa muito ligada ao Banco Atlantico,em parte detido pela Sonangol, o mesmo que está metido na Interoceânico, grupo criado pelos angolanos e alguns balsemões para controlar o BCP (uma intensão que está já em marcha acelerada).

De acordo com o Luanda Digital, a joint-venture Rumo Media significa uma normalização das relações entre Luanda e Balsemão.

Esta iniciativa é o primeiro passo da normalização das relações entre o grupo português e o regime angolano. Os órgãos do grupo não eram bem considerados pelas autoridades angolanas, principalmente após as reportagens sobre o acto eleitoral de 2008. A Finicapital é uma empresa próxima dos meios presidenciais, o que significa uma alteração na atitude dos angolanos”, pode ler-se aqui.

Esta normalização muito tem que ver, seguramente, com o facto de Balsemão ser um peão muito útil no xadrez angolano de controlo do maior banco privado português. Ou seja, o amigo Balsemão ajuda os Angolanos a entrar no BCP e passa a ter acesso ao mercado dos media do país, tudo uma questão de negócios.

AG do BCP formaliza domínio dos interesses angolanos no banco

“A próxima assembleia geral do BCP vai formalizar o domínio dos interesses angolanos no banco, que passam a ter não um representante, como acontecia até agora (Manuel Vicente, presidente da Sonangol), mas pelo menos três membros no Conselho Geral e de Supervisão, estrutura onde as matérias estratégicas são decididas.E pela primeira vez, desde a sua fundação em 1986, o BCP terá na comissão executiva um gestor recrutado em grupos ligados a interesses accionistas: José Iglésias Soares, do angolano Banco Atlântico (detentor de 49 por cento do Millennium bcp Angola, e onde a Sonangol tem uma forte presença)”, revela a Angonotícias

“A próxima reunião magna do BCP, agendada para 18 de Abril, vai decorrer num quadro de crise de liquidez e de confiança, o que facilita a passagem do controlo accionista do maior banco português para as mãos de capitais angolanos, liderados pela petrolífera estatal.

O reforço da Sonangol no BCP, em articulação com o Banco Atlântico e com a InterOceânico, holding liderada pelo banqueiro angolano Carlos da Silva (do Atlântico), é parte integrante da estratégia de consolidação do novo poder, que, em 2008, substituiu o grupo de Jardim Gonçalves.Carlos Santos Ferreira tem procurado juntar a este grupo, de modo a criar uma estrutura accionista equilibrada, capitais chineses, tendo mantido contactos com o ICBC.

É neste quadro que as listas candidatas aos órgãos sociais do BCP, subscritas por vários accionistas como a Sonangol, Metalgest (de Joe Berardo), Teixeira Duarte, EDP, Sabadell, STDM (de Stanley Ho, agora representada pela filha, Pansy), integram vários novos nomes ligados ao eixo angolano.

No Conselho Geral e de Supervisão, para além de Manuel Vicente, que ocupa o cargo de vice-presidente (a Sonangol, que lidera, é o maior accionista do BCP com 14,6 por cento do capital, com autorização do Banco de Portugal para subir até 20 por cento), este órgão de gestão passará a ser encabeçado por António Monteiro, embaixador português de carreira.

António Monteiro, que substitui Luís Champalimaud nas funções, é um dos accionistas portugueses (tal como Francisco Balsemão, Proença de Carvalho, Rui Nabeiro, e Hipólito Pires) da InterOceânico, holding controlada por capitais angolanos.

E é, também, quadro do Banco Atlântico. António Monteiro já pertencia aos órgão sociais do BCP, ocupando agora uma posição de maior relevo. Depois, também Carlos da Silva, que domina o Banco Atlântico e preside à InterOceânico, vai passar também a sentar-se no Conselho Geral.

O eixo angolano no BCP conta com o apoio de grandes accionistas portugueses, como é o caso da Teixeira Duarte (TD), que reforçou, ainda que ligeiramente, a sua posição no banco para 7,8 por cento. A TD tem interesses em Angola onde desenvolve parcerias com o Banco Atlântico. Se se articularem no BCP com os angolanos formam uma minoria de bloqueio. Outros investidores, ou já estão no país africano, ou projectam entrar.

É neste contexto, que vai entrar para a Comissão Executiva do BCP José Iglésias de Sousa, actual administrador do Banco Atlântico. A nomeação de Iglésias resulta numa alteração no modelo de governação, pois, na prática, este órgão deixa de ser totalmente independente dos accionistas, como acontecia desde a fundação. O que era aliás defendido por Jardim Gonçalves“.