Carnaxide-Angola em alto voo InterOceânico

Se num post que aqui publiquei ontem de manhã perguntava onde ia Balsemão buscar dinheiro nos próximos dias, a resposta surgiu pouco tempo depois: vem de Angola num voo InterOceânico.

“Empresários nacionais e angolanos investem milhões no Brasil, China, Angola e Portugal” este é o título da SIC de Balsemão (também membro desta sociedade Angola-Portugal-Israel-Holanda chamada InterOceânico). Mas como qualquer título SIC que se refere ao patrão deve ser lido ao contrário, Portugal só pode ser o alvo principal e não se deve estar a preparar coisa boa.

Os alvos do investimento anunciados são finança, energia e a agro-indústria. Mas como no epicentro da nova sociedade está o poderoso banco Atlântico (Sonangol e Global Pactum), o motor da economia angolana, movida a petróleo e diamantes, não é difícil apostar que a banca é o principal alvo – é o negócio deles! –  e a aposta central de uma sociedade que revela grande ambição ao, como parece ser o caso, querer apostar em força num milénio em crise. O milénio que se prepare, então, para a força da “geometria” desta sociedade muito familiar (ler último parágrafo do texto).

A aposta na China entende-se. Este vai ser seguramente um negócio da China para os angolanos do Banco Atlântico e seus homens de mão: um tipo que percebe de notícias de política e de banca (Balsemão) para “credibilizarem” o negócio, um fornecedor de carros (Hipólito Pires) para conduzirem o negócio, um advogado (Proença de Carvalho) para manobrarem legalmente o negócio, e um fornecedor de café (Nabeiro) para manterem o negócio bem desperto… sustentado ainda num investidor israelita e noutros holandeses para dar à coisa um ar bem internacional.

Entre os accionistas da InterOceânico estão ainda Manuel Nabeiro (café Delta), Mário Costa, José Vaz Pinto, a Finicapital, de investidores do angolano Atlântico, e a Nasoluma, holding controlada pela gestão do banco e o embaixador António Monteiro (o mesmo que mediou as negociações para os Acordos de Paz em Angola).

É preciso não esquecer também que o principal accionista do Atlântico, a Global Pactum, tem uma parceria com a Geocapital, dominada por Jorge Ferro Ribeiro e Stanley Ho.

Diz o presidente do Banco Atlântico, Carlos da Silva: “acreditamos neste vértice – Portugal, Angola, Brasil e China – uma geometria onde podemos gerar valor para as famílias e para as nossas economias”… e que belas famílias estão metidas nisto para ganhar valor.

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