Monthly Archives: Fevereiro 2011

Carlos Santos Ferreira a Presidente da República?



Balsemão, ao mesmo tempo, lança um movimento político e aparece no lobby económico InterOceânico. O velho Balsas joga forte – muito forte – neste início conturbado de 2011. Procura resolver os seus enormes problemas financeiros e encontrar um próximo Presidente da República. Estará Carlos Santos Ferreira disponível neste novo Milénio…?

A hipótese até faria algum sentido, enquanto o voo InterOceânico de Balsemão & Cia se prepara para aterrar em força no BCP nada como Balsemão dar ao actual presidente um cargo semelhante na República. Isto até porque Balsemão está já farto de saber que não tem quaisquer hipóteses de ser Presidente, mas é senhor para achar que tem poder para colocar na Presidência quem mais lhe interessa.

E esta estratégia até é coerente com a metodologia Balsemão. Este fim-de-semana, em entrevista ao Expresso, o próprio dizia que tinha dado um cargo no governo a Marcelo Rebelo de Sousa para o afastar do jornal, pelo que agora colocar Carlos Santos Ferreira na presidência da República seria também uma oportunidade para o tirar do BCP.

É notável que o próprio Balsemão confesse que usou o Governo com objectivos estritamente pessoais, tal como também é espantoso, depois de anos a apregoar que o seu Expresso é tão livre que até o atacou quando foi primeiro-ministro, sabermos agora que não gostou que o jornal andasse a “matar o pai” e a chamar-lhe “lelé da cuca”, como fez Marcelo num texto, e tomou por isso medidas para que o “seu” Expresso não o matasse.

Balsemão e o “Movimento Milénio”

O Millennium BCP e o Expresso lançaram o “Movimento Milénio”, uma iniciativa para ”promover a procura de respostas para os grandes desafios do futuro junto da sociedade civil”.

O lançamento deste movimento, com uma cerimónia no Convento do Beato, coincide com a criação de outro movimento onde também participa Balsemão, este mais interoceânico, mas que também podia ser chamado de “Movimento Milénio”, dado aquele que parece ser o seu principal objectivo não declarado: controlar o BCP.

Um movimento suportado por investidores angolanos (Global Pactum, parceira da Sonangol), um israelita e um holandês, com uma linha avançada nacional que combina um muito curioso grupo de figuras e figurões portugueses.

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Carnaxide-Angola em alto voo InterOceânico

Se num post que aqui publiquei ontem de manhã perguntava onde ia Balsemão buscar dinheiro nos próximos dias, a resposta surgiu pouco tempo depois: vem de Angola num voo InterOceânico.

“Empresários nacionais e angolanos investem milhões no Brasil, China, Angola e Portugal” este é o título da SIC de Balsemão (também membro desta sociedade Angola-Portugal-Israel-Holanda chamada InterOceânico). Mas como qualquer título SIC que se refere ao patrão deve ser lido ao contrário, Portugal só pode ser o alvo principal e não se deve estar a preparar coisa boa.

Os alvos do investimento anunciados são finança, energia e a agro-indústria. Mas como no epicentro da nova sociedade está o poderoso banco Atlântico (Sonangol e Global Pactum), o motor da economia angolana, movida a petróleo e diamantes, não é difícil apostar que a banca é o principal alvo – é o negócio deles! –  e a aposta central de uma sociedade que revela grande ambição ao, como parece ser o caso, querer apostar em força num milénio em crise. O milénio que se prepare, então, para a força da “geometria” desta sociedade muito familiar (ler último parágrafo do texto).

A aposta na China entende-se. Este vai ser seguramente um negócio da China para os angolanos do Banco Atlântico e seus homens de mão: um tipo que percebe de notícias de política e de banca (Balsemão) para “credibilizarem” o negócio, um fornecedor de carros (Hipólito Pires) para conduzirem o negócio, um advogado (Proença de Carvalho) para manobrarem legalmente o negócio, e um fornecedor de café (Nabeiro) para manterem o negócio bem desperto… sustentado ainda num investidor israelita e noutros holandeses para dar à coisa um ar bem internacional.

Entre os accionistas da InterOceânico estão ainda Manuel Nabeiro (café Delta), Mário Costa, José Vaz Pinto, a Finicapital, de investidores do angolano Atlântico, e a Nasoluma, holding controlada pela gestão do banco e o embaixador António Monteiro (o mesmo que mediou as negociações para os Acordos de Paz em Angola).

É preciso não esquecer também que o principal accionista do Atlântico, a Global Pactum, tem uma parceria com a Geocapital, dominada por Jorge Ferro Ribeiro e Stanley Ho.

Diz o presidente do Banco Atlântico, Carlos da Silva: “acreditamos neste vértice – Portugal, Angola, Brasil e China – uma geometria onde podemos gerar valor para as famílias e para as nossas economias”… e que belas famílias estão metidas nisto para ganhar valor.

RTP – Rica Televisão Pública

O Correio da Manhã presta hoje ao país um verdadeiro serviço público ao dar à estampa os salários milionários da RTP, uma empresa altamente deficitária paga pelos contribuíntes.

A escandaleira é de tal ordem que temos uma rica televisão pública que (excluindo entretainers, pois estes são todos trabalhadores precários em regime de avensa) paga mais de 5.000 euros mês a 64 extraordinárias criaturas televisivas.

À cabeça deste pagode, excluindo a administração da RTP, estão, curioso facto, quatro J’s (mais um e tinhamos uma bela marca de enchidos de porco preto): José Alberto Carvalho, Judite de Sousa, José Rodrigues dos Santos e José Fragoso. Em quinto lugar vem uma F: Fátima Campos Ferreira.

 

Pais do Amaral regressa à TVI com 35M, José Alberto Carvalho e Judite de Sousa

Um “accionista muito activo” acaba de regressar à TVI. Miguel Pais do Amaral pagou 35 milhões de euros por 10% da Media Capital,  empresa que fundou e liderou entre os anos de 2000 e 2007.

À entrada de dinheiro junta-se, ao que tudo indica, a entrada na TVI de dois milionários apresentadores da televisão pública: José Alberto Carvalho e Judite de Sousa. E há também outros nomes da RTP a poderar trocar o canal público pela TVI.

Na TV em Portugal é assim: a SIC vai buscar à TVI (a Ronalda de Carnaxide e a Manela), a TVI vai buscar à RTP e a RTP vai buscar aos cofres do Estado.

Transparência é saber tudo e de todos

Primeiro foi um assalariado de uma empresa participada pela Ongoing que queria saber de onde vinha o dinheiro da empresa liderada por Nuno Vasconcellos, no fundo, o dinheiro que lhe pagava o ordenado. Parece que este comportamento pidesco, esta inquisitorial tendência que muitas vezes toma conta das almas muito castas cá do sítio, se implantou e estende-se agora às empresas ligadas a Rui Pedro Soares e Emídio Rangel.

Na Internet, uma coisa que serve para tudo e para expressar todos os estados de alma, corre uma “petição pública” a pedir à Entidade Reguladora da Comunicação Social para abrir um inquérito e averiguar quais são as fontes de financiamento dos negócios já encetados pelo novo grupo de media.

Eu também quero saber… mas digo desde já que não acredito que venha do tráfico de droga, nem do tráfico de brancas ou negras ou muito menos do tráfico de armas e nem da contrafacção de “viagra” e outros fármacos.

Esta é sobretudo uma oportunidade para de uma vez por todas acabarmos com as iniciativas à PIDE e agirmos democraticamente, exigindo que fique bem claro de onde provêm os financiamentos para todos, mesmo todos, os grupos de media a actuar no país.

O Público já todos sabemos que vai buscar dinheiro ás mercearias e outros shoppings de Belmiro de Azevedo. Agora, era importante sabermos, por exemplo, onde nasce o SOL, onde vai Joaquim Oliveira buscar dinheiro para suportar o pesado grupo de media que lidera e onde é que Balsemão encontra fundos para poder manter a SIC, o Expresso e outras laranjas do seu concentrado de media e ainda poder dar-se ao luxo de abdicar dos mais de quatro milhões de euros que não reclamou ao BPP e empregar a família toda que, pelo visto, tem competência genética. E já agora, se não fôr pedir muito, saber onde é que nos próximos dias vai Balsemão arranjar dinheiro.

E já que falámos de bancos, era também um interessante exercício pedir que divulgassem quem tem contas na Suíça. Será que José Sócrates já fez como Merkel e Sarkozy e comprou a lista de titulares de contas no país dos relógios e dos queijos àquele rapaz que anda por aí a vendê-las? Deviam lá vir algumas informações esclarecedoras, aposto.

Em nome da transparência exige-se estas medidas para respirarmos melhor e para que tenhamos em Portugal uma merdia mais limpa. Queremos saber tudo e de todos!

Manifesto Anti-Balsas

Não resisto a publicar este vídeo que tem andado a circular na net e para o qual já me tinham alertado aqui nos comentários do MERDiA. Uma versão bem conseguida do Manifesto Anti-Dantas de Almada Negreiros, agora adaptado ao ícone dos merdia à portuguesa.

Manifesto Anti-Balsas

Basta pum basta!
Um sector dos Media que consente deixar-se representar por um Balsas, como expoente máximo da Imprensa livre, é um sector que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo o sector!
Morra o Balsas, morra! Pim!
Um sector dos Media com um Balsas a cavalo é um burro impotente!
Um sector dos Media com um Balsas ao leme é uma canoa em seco!
O Balsas é um cigano!
O Balsas saberá contabilidade, saberá política, saberá banca, saberá fazer fugas para a Suíça, saberá fumar de contrabando, saberá golfe, saberá fazer a folha a jornalistas, saberá tudo menos gerir empresas de Media que é a única coisa que ele faz!
O Balsas é um habilidoso!
O Balsas veste-se mal!
O Balsas usa ceroulas de malha!
O Balsas é Balsas!
O Balsas é Pinto! E nunca será Galo!
O Balsas por muito que se esforce nunca será Scarface!
Morra o Balsas, morra! Pim!
O Balsas despede gente para manter os lucros e tanto lhe faz que quem despede seja o Manuel, o Joaquim, o Mestre d’Aviz, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!
E o Balsas teve claque! E o Balsas teve palmas! E o Balsas agradeceu!
O Balsas é um ciganão!
Não é preciso ir pra Carnaxide pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
O Balsas é um artigo de opinião dele próprio!
O Balsas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.
O Balsas nu é horroroso!
O Balsas cheira mal da boca!
Morra o Balsas, morra! Pim!
Se o Balsas é português eu quero ser espanhol!
O Balsas é a vergonha dos Media à portuguesa!
Continue o senhor Balsas a gerir assim que há-de ganhar muito… e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata pelo Sindicato dos Jornalistas, e uma exposição das maquetes pró seu monumento erecto por subscrição nacional do “Expresso” a favor dos despedidos da Impresa, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr. Francisco Pinto Balsas, e com festas da cidade plos aniversários, e sabonetes em conta “Francisco Balsas” e pasta Balsas prós dentes, e graxa Balsas prás botas e Niveína Balsas, e comprimidos Balsas, e autoclismos Balsas e Balsas, Balsas, Balsas, Balsas… E limonadas Balsas-Magnésia.
E fique sabendo o Balsas que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o criador do The New York Times é o Balsas que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Henry Jarvis Raymond.
E fique sabendo o Balsas que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.
Morra o Balsas, morra! Pim!

Darth Vader
Poeta futurista,
Das estrelas e tudo

Google One Pass, novo serviço de conteúdos pagos

A Google já apresentou o “Google One Pass”, o novo serviço online de notícias pagas para editores, produto que irá concorrer com o sistema semelhante  já lançado pela Apple.

O sistema vai permitir aos editores cobrar pelos seus conteúdos nos sites, bem como smartphones e tablets, com o atractivo destes ficarem com 90% da receita, enquanto na oferta da Apple, os editores ganham apenas 70% do valor das assinaturas.

Pagar cada artigo ou subscrever  uma assinatura anual são as opções para os utilizadores que passam a ter no Google One Pass acesso a conteúdos pagos da Associated Newspapers (Daily Mail), o El País, o Die Welt e o Bild, entre outros títulos. O serviço vai estar em primeiro lugar disponível nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Espanha e Reino Unido, antes de avançar para a expansão a outros mercados.

Este é mais um passo para tentar fazer vingar uma moda de conteúdos pagos em que os editores parecem ver a salvação, mas ainda é cedo para perceber se esta estratégia será bem sucedida. Só o tempo o dirá, mas o resultado final estará seguramente dependente do valor que os utilizadores vão atribuir a esses conteúdos pagos, por comparação com a quantidade/qualidade da informação gratuita que já circula na Web. Cabe aos editores saber dar a este novo modelo o seu valor acrescentado  e cabe a quem os compra perceber se esse acréscimo de valor é real e útil, porque caso assim não seja o sistema está condenado ao fracasso.

 

Família Balsemão não reclama fortuna no BPP

A família Balsemão – Francisco José Pereira Pinto Balsemão, a mulher e filhos – tem mais de quatro milhões de euros a receber do BPP, mas estranhamente ninguém reclamou qualquer crédito. A revelação é do Correio da Manhã.

O valor está dividido em seis partes iguais de 677.684,08 euros que, pelo visto, a família Balsas não está interessada em receber de volta… ou será que já todos receberam? É que é preciso não esquecer que o Balsemão patriarca é accionista de referência do falido BPP.

 

Os Balsas na lista de credores do BPP

Henrique da Costa L. Pinto Balsemão – 677.684,08 euros

Joana Pinto Balsemão Correia da Silva – 677.684,08 euros

Maria Mercedes Aliu P. Pinto Balsemão  – 677.684,08 euros

Mónica Costa L. Pinto Balsemão Penaguião  – 677.684,08 euros

Francisco José Pereira Pinto Balsemão – 677.684,08 euros

Francisco Maria Supico Pinto Balsemão  – 677.684,08 euros

Prisa “não joga limpo”? Então não joga…

A acusação é do Sindicato dos Jornalistas que, em comunicado, deu a conhecer  as abordagens feitas a jornalistas da TVI para fazer despedimentos “disfarçados” de rescisões por mútuo acordo.

“A TVI, do grupo português Media Capital, tem vindo a abordar vários jornalistas e outros trabalhadores com vista ao seu despedimento disfarçado de rescisões por mútuo acordo e de não renovação de contratos de trabalho a termo, usando métodos que demonstram que o grupo espanhol Prisa não está a jogar de forma limpa no anunciado processo de redução de pessoal”, revela o SJ.

“Até hoje, nem a Prisa nem a sua participada Media Capital comunicaram ao Sindicato dos Jornalistas (SJ) nem o plano nem a sua configuração para Portugal, mas a TVI começou já a abordar profissionais mais antigos – em idade e em carreira na empresa – apresentando-lhes propostas de rescisão dos respectivos contratos de trabalho”, acrescenta.

Os senhores que dirigem o SJ só por má fé podem dizer que a Prisa “não joga limpo”. Mais limpo e coerente que isto não é possível… Como aqui já tínhamos divulgado, Juan Luis Cébrian, presidente do grupo Prisa, já dizia no “La Vanguardiaque afinal os 2500 despedimentos anunciados pela Prisa não são tecnicamente “despedimentos”, são passagem a “regime de outsourcing”, “saídas incentivadas”, “pré-reformas” ou “reformas antecipadas acordadas”.

O SJ devia ler o MERDiA com regularidade para não ter estas surpresas…

 

Sindicato contesta em tribunal corte de salários de jornalistas “públicos”

O Sindicato de Jornalistas já colocou em Tribunal uma acção colectiva para contestar a redução salarial imposta aos jornalistas “públicos” da RTP e da Lusa associados do SJ.

Para o organismo “estão a ser atingidos, com carácter de generalidade, direitos dos seus associados ao serviço daquelas empresas”, em particular a “garantia da manutenção do valor das retribuições”.