Monthly Archives: Dezembro 2010

Ejesa investe na expansão

Presidente da Ejesa anuncia 2011 como ano de expansão deste grupo de media brasileiro, participado em quase 30% pela portuguesa Ongoing.

Se, em 2010, a Ejesa juntou ao “Brasil Económico” (criado em 2009) mais 3 títulos (“O Dia”, “Meia Hora”, “Marca Brasil”), para 2011 a presidente da empresa, a brasileira Alexandra Vasconcellos, anuncia que vai investir ainda mais na expansão do “Brasil Económico” e do “O Dia”, “voltando os olhos” para Brasília e para outras grandes capitais do Sudeste e do Nordeste brasileiro.

No início de 2011, segundo Alexandra Vasconcellos (que é casada com Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing), vai ser inaugurada uma nova e moderna redacção no Rio de Janeiro e vai haver um investimento na interactividade com os 3,5 milhões de leitores dos jornais da Ejesa, através da integração das plataformas dos jornais impressos com a Internet.

Numa referência indirecta à guerra que tem sido movida contra a Ejesa no Brasil pelo núcleo duro dos velhos media brasileiros, Alexandra Vasconcellos faz uma profissão de fé e deixa um alerta: “Acreditamos, defendemos e praticamos os princípios da democracia e da economia de mercado – que, na nossa opinião, incluem a competição saudável entre as empresas e o estímulo permanente ao empreendedorismo. Nesse ambiente, as empresas maiores e consolidadas jamais podem ter o direito de se valer de sua força para tentar impedir o nascimento de concorrentes mais jovens”.

Ver artigo de opinião completo no Brasil Econômico

Site “The Guardian” eleito o melhor de 2010

O jornal britãnico “The Guardian” viu o seu site noticioso ser eleito pela revista “Time” como o melhor de 2010, nesta categoria.

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Ver a lista dos 50 melhores sites, por diferentes áreas

PT entrega ouro da Internet sul-americana a preço de saldo

Numa altura em que a febre dos saldos assalta a carteira dos pobres portugueses que inteligentemente aproveitam as baixas de preço para fazer compras, uma empresa portuguesa decide ser generosa e vende acções de um dos principais portais online mundiais a preço de saldos a um milionário brasileiro.

A Portugal Telecom vendeu a sua participação no UOL, o maior portal de Internet da América Latina, ao empresário brasileiro João Alves de Queiroz Filho por cerca de 155 milhões de euros, revelam hoje diversos jornais portugueses.

Este é um valor ridículo se considerarmos que a UOL é uma das marcas mais valiosas do Brasil, dá lucros e tem activos de 590 milhões de euros. E, para piorar a coisas para o lado da PT, a UOL acaba de fechar um negócio com outra empresa e as acções previsivelmente vão ganhar maior valor.

Ora, receber 155 milhões de euros por 30% de uma empresa com estas características, digam o que quiserem, é um péssimo negócio, e significa a saída de uma empresa portuguesa de um portal importantíssimo na América do Sul, que tem um peso muito grande no panorama dos media online brasileiros, sobretudo como agregador de notícias.

Ainda para mais quando já surgem na net rumores de que isto não foi mais que “um ajuste directo encapotado”, para citar alguns comentários que li sobre o assunto. Até dizem que havia até quem pudesse estar disponível para pagar mais, mas não foi atendido pela PT que tinha, aparentemente, o negócio já cozinhado com o tal empresário brasileiro.

Eu, declaração de intenções, não tenho nem uma acção na PT, mas se fosse accionista, mesmo apesar dos milhões distribuídos com o negócio da VIVO, ia pedir explicações sobre este (mais um…) negócio de merdia.

Pais do Amaral volta à TVI

Miguel Pais do Amaral vai comprar, nos próximos 15 dias, 10% da Media Capital e fica ainda com a opção de compra de mais 30% das acções da empresa, actualmente detida em 95% pela espanhola  Prisa, revela hoje o Diário Económico.

Generoso Balsemão paga 1M a Júlia Pinheiro

À luz dos despedimentos que Pinto Balsemão tem feito para cortar custos na sua Impresa, esta notícia ganha contornos de escândalo. Generoso na ficção, mas rigoroso na informação, está agora disposto a pagar perto de um milhão de euros brutos por ano à apresentadora Júlia Pinheiro, revela hoje o Correio da Manhã.

Além disso, a SIC continua o assalto à ficção da TVI, com fonte próxima do processo a revelar ao CM que a estação de Carnaxide endereçou cerca de 50 convites a pessoas ligadas ao canal de Queluz.

Caso para dizer que na SIC a crise quando nasce não é para todos, até porque essa é matéria de realidade e não de ficção… e no domínio da ficção Balsemão é generoso e dá-se ao luxo de gastar milhões.

105 jornalistas mortos em serviço

O Paquistão foi um dos países mais mortíferos para os jornalistas em 2010

Esta é uma notícia que entristece. Cento e cinco jornalistas morreram este ano enquanto exerciam a profissão, em 33 países.

México (14 vítimas mortais) e Paquistão (também 14) foram os países onde se verificaram mais mortes, de acordo com os números da organização não governamental Campanha Emblema de Imprensa (PEC, na sigla em inglês).

Na lista negra de mortes surgem ainda Honduras (9 mortes), Iraque (9), Filipinas (6), Rússia (5), Colômbia (4), Brasil (4), Angola (2), Afeganistão (2), Tailândia (2), Índia (2) e Venezuela (2).

Argentina, Bangladesh, Bielorrússia, Bulgária, Chipre, Equador, Grécia, Guatemala, Líbano, Republica Democrática do Congo, Ruanda, Turquia, Ucrânia, Yemen e Camarões, registam uma morte cada.

Por regiões, a América Latina foi em 2010 a mais perigosa para os jornalistas, com a morte de 35 profissionais. A Ásia conta com 33 mortes, seguida de África (14) e Médio Oriente (11). Já na Europa foram contabilizadas 12 mortes desde o início do ano.

Estará o Reino Unido na defesa da pluralidade dos Media?

Em nome da pluralidade nos Media, o ministro da economia Vincent Cable (á direita na foto)  declarou guerra a Rupert Murdoch (à esquerda).

Num caso que está a suscitar polémica nas terras de sua Majestade, Cable já deixou claro que vai fazer tudo para evitar que o  magnata da comunicação social australiano controle o canal BSkyB, o maior operador de tv cabo do Reino Unido, mesmo depois de Bruxelas já ter dado o ok ao negócio.

A BBC gerou polémica, ao revelar que Cable terá dito a dois jornalistas do “The Daily Telegraph” (disfarçados de militantes do partido liberal democrata) que declarou “guerra ao senhor Murdoch”. “Creio que ganharei”, acrescentou. E esta revelação levou já Cable a apresentar desculpas num comunicado enviado à imprensa britânica, depois do primeiro-ministro Cameron ter classificado os comentários sobre Murdoch como inaceitáveis.

Espero que o Reino Unido se mantenha pela defesa da pluralidade dos Media, uma luta que mais difícil se torna em tempos de crise, propícios a concentrações, mas necessária, em nome da liberdade de imprensa. Mas será difícil travar o apetite voraz de Murdoch, como se pode ver pela reacção de Cameron á polémica.

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Salário Mínimo com prenda de 10 euros

Que bela prenda de Natal! O fabuloso salário mínimo nacional (actualmente nos 475 euros) vai subir uns extraordinários 10 euros a 1 de Janeiro, mas o Governo promete subidas em 2011 até aos 500 euros. Percebo que estamos em crise, mas estamos a falar de valores absurdos.

Até o Pai Natal está envergonhado… com esta merdia de vida.

Onde anda a publicidade do Estado?

A resposta a esta pergunta será respondida a partir de 1 de Janeiro, quando ficar online a base de dados com a publicidade institucional do Estado,  gerida pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social.

Jorge Lacão, ministro dos Assuntos Parlamentares, diz tratar-se de  um “contributo para a “transparência nos actos da administração pública” numa área “manifestamente sensível”. Concordo, mas ainda vamos ter de esperar para saber os resultados que vão ser apresentados e se, depois, a medida terá algum efeito prático em termos de transparência e sensatez no investimento publicitário estatal que tem, sobretudo, alimentado os grandes concentrados de Media.

EUA: Publicidade na Net supera a da Imprensa

Este ano, pela primeira vez na História, o  investimento em publicidade online nos EUA ultrapassou os gastos nos Media impressos.

Até final de  2010,  25,8 mil milhões de dólares (19,56 mil milhões de euros) vão ser investidos na Internet, um valor acima dos 22,8 mil milhões de dólares (17,3 mil milhões de euros) injectados na Imprensa, revela uma pesquisa do eMarketer.

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