Balsemão manda à merdia 14 jornalistas

O aviso já tinha sido dado  quando foram anunciados prejuízos no terceiro trimestre deste ano. Agora, são 18 trabalhadores notificados para negociarem rescisões “amigáveis” na Sojormedia e 14 são jornalistas de diversas secções do semanario Expresso.

Para o olho da rua vão ainda, segundo o DN, uma secretária, um gráfico, um funcionário dos serviços comerciais e um copy desk, convidados a abandonar a empresa Sojornal, da Impresa de Francisco Pinto Balsemão.

Fala-se mesmo já de um hipotético cenário de despedimento colectivo, no caso das rescisões amigáveis não serem aceites, e os trabalhadores já se reuniram com o advogado do Sindicato dos Jornalistas, Serras Pereira.

“Falámos sobre alguns aspectos previstos pela Lei do Trabalho numa situação deste género para percebermos de que maneira podemos agir e como podemos defender-nos”, adianta um dos jornalistas. “Saímos do plenário muito mais esclarecidos, mas o clima que se sente na Redacção continua a ser de apreensão”, acrescentou.

E se “há seguramente quem prefira levar o dinheiro e ir sossegado para casa”, “nem todos vão aceitar rescindir o contrato de forma amigável por considerarem toda esta situação injusta. Até porque a empresa obteve lucros”, referem duas fontes ouvidas pelo jornal.

A “Impresa Publishing deu início a um processo negocial com vista à redução de efectivos”, sendo a “rescisão por mútuo acordo” a “opção primordial”, afirmou ao M&P fonte oficial do grupo.

A empresa de Balsemão justifica a medida como  forma de fazer face “à situação adversa que começa a afectar o sector dos media”, nomeadamente, os “sinais de uma deterioração significativa da conjuntura económica como consequência do reforço das medidas de austeridade, da previsível queda no investimento publicitário e das possíveis medidas que afectarão o negócio dos media como o aumento do IVA em 23% para as publicações especializadas”. Conversa de merdia, portanto, ate porque ao que parece o corte é so no número de contratados e não dizem que outras medidas vão tomar sem ser essa.

Balsemão não é virgem nas rescisões amigáveis (adoro este adjectivo aplicado aos despedimentos). Em 2008 – e segundo dados divulgados pelo próprio grupo – mandou à merdia 179 colaboradores, 90 da área de jornais e revistas.

A Impresa Publishing ainda (a ver até quando) tem 540 colaboradores.

Despedir para manter lucros

O Sindicato de Jornalistas repudia os despedimentos a decorrer na Sojornal afectando 14 jornalistas, “além de outros trabalhadores, dos quais se quer livrar, não porque esteja em situação económica difícil – longe disso – mas apenas porque quer manter os lucros, não hesitando em pôr os trabalhadores, e só os trabalhadores, a pagar a diminuição publicidade que terá reduzido parte dos proventos do grupo”.

E lembra ainda o despedimento de quatro jornalistas da revista Cosmopolitan, que a Impresa deixou de publicar.

Haja paciência para suportar esta merdia de vida…

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